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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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Política

Relatório da MAHA é considerado sem força pelos especialistas

<p> Novo plano de ação da MAHA emite poucas ações concretas e decepciona defensores da saúde pública, que esperavam mudanças mais substanciais</p>

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O recente relatório de estratégia da comissão Make America Healthy Again (MAHA), divulgado em 9 de setembro, foi amplamente criticado por especialistas em saúde pública por sua falta de contundência e ações concretas para combater a má alimentação infantil nos Estados Unidos. A expectativa era que o documento, inspirado por uma abordagem inovadora do membro do governo, Robert F. Kennedy Jr., promovesse mudanças profundas na regulamentação de alimentos ultraprocessados.

De promissoras recomendações a ações tímidas

O primeiro relatório da MAHA, publicado em maio, destacou com clareza o impacto negativo dos alimentos ultraprocessados na saúde das crianças e chegou a sugerir que o setor alimentício fosse considerado uma causa raiz de doenças crônicas. Essa abordagem foi vista como revolucionária, pois desafiava interesses estabelecidos.

No entanto, o relatório de acompanhamento, lançado nesta semana, mencionou os ultraprocessados apenas uma vez, limitando-se a prometer que o governo continuaria a definir esses alimentos — uma atitude que foi vista por muitos como um recuo.

Reações dos especialistas

Jerold Mande, professor de nutrição na Harvard T.H. Chan School of Public Health, criticou a mudança de tom, afirmando que o primeiro relatório foi elaborado pelo próprio MAHA, enquanto o novo foi, aparentemente, influenciado por interesses da indústria alimentícia. "O que isso me demonstra é que o primeiro relatório foi escrito pelo MAHA, e esse, pelo que parece, por lobistas do setor empresarial", afirmou.

Por outro lado, representantes da administração defenderam o plano de ação, destacando suas 128 recomendações relacionadas à pesquisa, conscientização pública e colaborações com o setor privado. Robert F. Kennedy Jr. comentou que “muitas dessas recomendações são sonhos de toda uma vida” e que “nunca houve um esforço como esse”.

Complexidade do processo e interesses diversos

Kennedy e outros membros do comitê, incluindo o secretário do USDA e o administrador da EPA, se reuniram com diversos stakeholders — entre eles médicos, professores, pais e agricultores — para criar um relatório que refletisse os interesses de diferentes setores.

Apesar do entusiasmo dos apoiadores, a falta de ações exemplares e de um rompimento mais explícito com o lobby alimentício gerou ceticismo entre os especialistas, que esperavam uma postura mais contundente contra a indústria dos ultraprocessados.

Perspectivas futuras e desafios

Analistas apontam que a efetividade do plano dependerá de sua implementação e do compromisso real do governo com a mudança de políticas que beneficiem a saúde infantil. Ainda assim, muitos reconhecem que o documento atual permanece aquém do ideal para enfrentar a crise de má alimentação nos EUA.

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