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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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Política

Lula critica Bolsonaro durante julgamento no STF

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a se pronunciar sobre o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal (STF) em um evento realizado em Manaus na última terça-feira (9/9). Durante sua fala, Lula não economizou críticas e afirmou que Bolsonaro cometeu "burrices" e que "não é inocente". As declarações vieram em meio à discussão sobre a trama golpista que envolve o ex-mandatário e seu círculo próximo.

A atuação de Jair Bolsonaro e seu filho

Lula destacou a tentativa de Bolsonaro de envolver o governo Trump em ações que poderiam prejudicar o Brasil, afirmando que o ex-presidente "mandou o filho aos Estados Unidos para pedir ao governo Trump para taxar o Brasil". Essa declaração reforça a crítica de Lula sobre as alegações de inocência e a falta de responsabilidade de Bolsonaro em relação aos seus atos.

“Nós estamos vivendo um momento delicado no Brasil. Você está vendo um brasileiro, que foi candidato eleito pelo povo brasileiro, que cometeu as burrices que cometeu, que sabe que cometeu, que está sendo julgado”, declarou Lula.

O presidente também se referiu ao deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), ressaltando que as tentativas de defesa por parte do filho não condizem com a realidade da situação de seu pai. "O pai dele não é inocente. O pai dele tentou dar um golpe de Estado", disparou Lula, enfatizando que o ex-presidente está sendo responsabilizado por suas ações.

Investigação da Polícia Federal

Durante sua fala, Lula também mencionou o suposto plano de assassinato de autoridades, conhecido como "Punhal Verde Amarelo", que está sendo investigado pela Polícia Federal. Segundo Lula, esse plano evidencia a gravidade da situação e a necessidade de uma condenação adequada. "O pai estava arquitetando matar o Lula, matar o Alckmin, matar o Alexandre de Moraes", afirmou, referindo-se às vitórias da Justiça em relação ao Estado democrático no Brasil.

O tema da anistia

Outra questão levantada por Lula foi a discussão em torno do pedido de anistia para os réus envolvidos na trama golpista. O presidente destacou que não faz sentido falar de anistia antes de uma condenação. "Não adianta ficar pedindo anistia. Ele [Bolsonaro] nem foi condenado ainda", alertou Lula, referindo-se às articulações no Congresso Nacional para colocar em pauta o projeto de anistia que beneficiaria não apenas os réus do 8 de janeiro, mas também o ex-presidente e seu filho, que estão sob investigação.

“Esses caras tiveram a pachorra de mandar gente para os Estados Unidos para falar mal do Brasil”, criticou Lula.

Desdobramentos do julgamento no STF

As declarações de Lula ocorreram justamente no dia em que o STF prosseguiu com o julgamento da trama golpista, com o relator Alexandre de Moraes votando pela condenação de Bolsonaro e de outros sete réus. Moraes afirmou que "esse julgamento não discute se houve ou não tentativa de golpe, se houve ou não tentativa de abolição ao Estado de Direito", destacando a autoria das ações. O ministro Flávio Dino também apoiou a condenação, argumentando que devem haver punições mais severas para Bolsonaro e seus aliados.

O julgamento seguirá nesta quarta-feira (10/9), na Primeira Turma do STF, que é composta por cinco ministros. Entre os próximos votos, estão os de Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.

O clima de expectativa e tensão continua, pois o desfecho desse julgamento pode ter um impacto significativo sobre o futuro político do Brasil e a legitimação do governo Lula após anos de polarização. Dados os contornos e a gravidade das acusações, o Brasil aguarda ansiosamente os próximos capítulos dessa história.

O cenário atual reflete uma nação que, mesmo diante de divisões profundas, busca justiça e a reafirmação dos valores democráticos. A pressão sobre Bolsonaro e as suas articulações indicam que a política brasileira ainda está longe de encontrar um consenso pacífico.

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