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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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Irregularidades no Hospital Getúlio Vargas levam MP a recomendar correções

<p> Ministério Público do Piauí aponta problemas de segurança e estrutura no HGV e estabelece prazos para correção das irregularidades.</p>

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O Hospital Getúlio Vargas (HGV), uma das principais instituições de saúde de Teresina, enfrenta uma nova crise gerada por irregularidades apontadas em uma inspeção sanitária realizada pela Diretoria de Vigilância Sanitária do Piauí (Divisa). Na última segunda-feira (8), o Ministério Público do Piauí (MPPI) publicou recomendações no Diário Oficial, exigindo que a Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) e a direção da unidade de saúde tomem providências para corrigir problemas identificados.

Irregularidades no hospital e os prazos estabelecidos

A promotora Karla Daniela Furtado Maia Carvalho, da 12ª Promotoria de Justiça, foi a responsável pelas recomendações, que têm prazos que variam de 30 a 60 dias para as devidas correções. Na inspeção, foram reveladas sérias falhas, especialmente na farmácia hospitalar, como:

  • Extintores fora do alcance dos funcionários;
  • Funcionários sem os uniformes exatos;
  • Falta de equipamentos de proteção individual (EPIs);
  • Ausência de registros de treinamentos para a equipe.

Além disso, o MPPI constatou que não havia o inventário adequado, planilhas de limpeza diária ou controle de medicamentos, em desacordo com a Portaria 344/98, que regulamenta o controle de substâncias especiais. O prazo dado para resolver essas questões é de 60 dias.

Problemas estruturais e medidas urgentes

A inspeção também evidenciou problemas na infraestrutura do HGV. O MP destacou a necessidade de ajustes emergenciais no local, com prazo de 30 dias para a realização das correções. Dentre as medidas que precisam ser tomadas, destacam-se:

  • Retirada de fios expostos;
  • Manutenção de equipamentos no centro cirúrgico;
  • Redimensionamento do centro de recuperação pós-anestésico;
  • Reparos em pisos e infiltrações nas UTIs;
  • Melhoria da iluminação na cozinha;
  • Adequação da climatização às normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Consequências do não cumprimento

O relatório que embasou as recomendações foi elaborado em 2024. Diante da gravidade das irregularidades, o MPPI alertou que, caso os prazos estipulados não sejam respeitados, poderão ser tomadas medidas legais para assegurar que as normas sanitárias sejam cumpridas. A ausência de ações corretivas pode impactar diretamente a saúde e segurança dos pacientes tratados na unidade.

Expectativas e responsabilidades

Em contato com a Secretaria de Estado da Saúde, o g1 não obteve retorno até a publicação dessa matéria, mas deixa o espaço aberto para que a Sesapi possa esclarecer sua posição e as medidas que pretende adotar diante das notificações do MP. A população e os funcionários do HGV aguardam ansiosamente por melhorias que possam garantir um ambiente seguro e adequado para o atendimento à saúde.

Com a crescente preocupação em manter as condições sanitárias e as estruturas hospitalares em ordem, a situação do Hospital Getúlio Vargas serve como um alerta sobre a importância da fiscalização e da responsabilidade das instituições que gerenciam a saúde pública no Piauí.

A fiscalização rigorosa e as intervenções imediatas são fundamentais não apenas para assegurar o bem-estar dos pacientes, mas também para preservar a credibilidade do sistema de saúde no estado. A espera por respostas efetivas e a execução das recomendações se tornam, assim, essenciais para a recuperação da confiança da população nos serviços prestados pelo HGV.

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