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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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Política

Brasil repudia ameaças dos EUA após julgamento de Bolsonaro

<p> O governo brasileiro condenou as ameaças dos EUA de sanções e uso de força militar após julgamento de Jair Bolsonaro.</p>

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O Ministério das Relações Exteriores do Brasil emitiu uma nota de repúdio na noite desta terça-feira (9) logo após declarações de representantes dos Estados Unidos que ameaçaram usar sanções econômicas e poder militar em resposta ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus envolvidos em uma trama golpista. O Itamaraty enfatizou que qualquer tentativa de interferência externa é inaceitável e compromete a soberania nacional do Brasil.

A postura firme do Itamaraty

Na nota oficial, o governo brasileiro reafirmou que está à disposição para proteger a democracia e a liberdade de expressão, reafirmando que os três Poderes da República não se deixarão intimidar por ameaças externas. O comunicado afirmou: “O primeiro passo para proteger a liberdade de expressão é justamente defender a democracia e respeitar a vontade popular expressa nas urnas.” O governo expressou seu repúdio à tentativa de forças antidemocráticas por meio de governos estrangeiros.

“O governo brasileiro repudia a tentativa de forças antidemocráticas de instrumentalizar governos estrangeiros para coagir as instituições nacionais”, declarou o Itamaraty.

Resposta dos EUA e a questão da liberdade de expressão

A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, comentou sobre o tema e reafirmou que a liberdade de expressão é considerada uma prioridade pelo governo dos EUA, citando especificamente o caso de Jair Bolsonaro. Em suas declarações, Leavitt não detalhou ações adicionais contra o Brasil, mas deixou claro que o presidente dos Estados Unidos estaria disposto a usar o poder militar e econômico para garantir a liberdade de expressão em todo o mundo.

“Não tenho nenhuma ação adicional [contra o Brasil] para apresentar a vocês hoje. Mas posso dizer que esta é uma prioridade para o governo”, afirmou a porta-voz.

Lula e a crítica à interferência externa

No decorrer do julgamento, o atual presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, fez comentários sobre o tema durante um discurso em Manaus, onde referiu-se ao ex-presidente Bolsonaro e criticou a situação delicada que o país enfrenta. Lula criticou as alegações de Bolsonaro e sua família, que, segundo ele, tentaram denegrir a imagem do Brasil no exterior.

“Esses caras tiveram a pachorra de mandar gente para os Estados Unidos para falar mal do Brasil e para condenar o Brasil”, disse Lula.

A reação de autoridades brasileiras

A ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffman, também expressou sua desaprovação em relação às declarações do governo americano, considerando-as um “cúmulo” da “conspiração da família Bolsonaro contra o Brasil”. Em postagens nas redes sociais, a ministra destacou a indignação do governo frente à possibilidade de sanções e uso da força militar como resposta ao julgamento em curso.

“Não bastam as tarifas contra nossas exportações, as sanções ilegais contra ministros do governo, do STF e suas famílias, agora ameaçam invadir o Brasil para livrar Jair Bolsonaro da cadeia. Isso é totalmente inadmissível”, afirmou Gleisi.

Desdobramentos do julgamento

O julgamento de Jair Bolsonaro e mais sete réus pela trama golpista é uma questão crucial para a política brasileira. A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) retomou o julgamento nesta terça e, segundo informações, dois dos ministros já votaram pela condenação, enquanto três votos ainda estão pendentes. A sessão foi suspensa e deve ser retomada amanhã (10), onde os ministros Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin se pronunciarão sobre o caso.

Assim, o Brasil se encontra em um cenário de tensões internacionais e questionamentos sobre a democracia interna, enquanto continua acompanhando de perto o andamento deste julgamento que pode impactar o futuro político do país.

Por fim, a comunidade internacional observa atentamente esses desenvolvimentos, reconhecendo a importância deste caso não apenas para o Brasil, mas para a dinâmica política da região e os valores democráticos em um contexto global.

Para mais informações sobre este tema, acesse o link aqui.

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