A seleção brasileira de futebol se despediu do país com um desempenho empolgante no Maracanã, mas foi a evolução no sistema defensivo que se destacou sob o comando de Carlo Ancelotti. Desde que o técnico italiano assumiu, a regularidade defensiva se tornou um ponto forte da equipe. Nesta terça-feira, o Brasil enfrentará a Bolívia às 20h30 (de Brasília), em El Alto, e buscará uma marca que não é alcançada há quatro anos: três jogos seguidos sem levar gols.
A nova era defensiva com Ancelotti
Desde a chegada de Ancelotti, a meta brasileira não foi vazada em três partidas consecutivas, um feito que não ocorria desde as eliminatórias anteriores para a Copa do Mundo, em 2022. O desafio é especialmente significativo, uma vez que a última vez que a seleção não recebeu gols por mais de três jogos foi entre 2020 e 2021, quando foram contabilizados seis jogos sem sofrer gols.
A importância do jogo contra a Bolívia
Se Alisson, o goleiro titular, conseguir sair ileso contra os bolivianos, a escrita que se derrubará será ainda mais longa. Os três jogos sem ser vazado não são suficientes para ser considerado uma marca expressiva no histórico da seleção, mas demonstram claramente um avanço significativo na organização defensiva, que costumava ser um dos maiores problemas da equipe nos últimos ciclos.
Desempenho nas partidas anteriores
Ao comparar o desempenho recente da seleção, fica claro que a defesa tem melhorado substancialmente sob o comando de Ancelotti. Em jogos anteriores, como os amistosos sob a tutela de Ramon Menezes, o Brasil sofreu sete gols, com uma média de 2,3 por partida. Já sob Fernando Diniz, a defesa só foi vazada em um dos seis compromissos, resultando em sete gols sofridos em média de 1,16 por partida.
O legado de treinadores anteriores
Mesmo tendo orientado a equipe por um período mais longo, Dorival Junior não conseguiu a solidez defensiva que é visível atualmente. Em seu tempo como treinador, o Brasil manteve a meta intacta apenas em cinco dos 16 jogos, com uma média de 1,06 gols sofridos por partida. Com essas estatísticas, a recente sequência de Alisson é motivo de otimismo para a torcida.
A contribuição dos jogadores e a filosofia de Ancelotti
Os jogadores têm destacado a importância da filosofia de Ancelotti, reconhecendo a habilidade italiana em formar defesas robustas. O técnico salienta que o trabalho defensivo não é apenas tarefa dos zagueiros, mas envolve todos os atletas, especialmente os atacantes. "O trabalho defensivo está nas mãos dos atacantes. Na defesa, chega a bola que não é limpa. Se isso acontece, fica muito mais fácil controlar. A atuação da equipe a nível defensivo tem sido muito boa nestes três jogos", declarou Ancelotti.
Quem será o capitão?
Na busca por um sistema defensivo forte para a Copa do Mundo, Marquinhos se destaca como um dos zagueiros principais e deve assumir a faixa de capitão. Ancelotti elogia o defensor: "É um grande zagueiro, um dos melhores do mundo, pela sua experiência, inteligência, caráter e personalidade. É uma peça muito importante para a seleção. Confiamos muito em sua capacidade."
À medida que a seleção se prepara para a Bolívia, as outras vagas de defesa estão em aberto. Magalhães se destacou na partida contra o Chile, e Alexsandro Ribeiro, que foi titular contra o Equador e Paraguai, retornará ao time. Ancelotti também planeja usar esta partida para observar jogadores menos experientes, como Fabrício Bruno.
Expectativas para a partida
Os torcedores ficam ansiosos para ver se a seleção conseguirá manter a meta vazada contra a Bolívia. A defesa da equipe, aliada a um ataque qualificado, aumenta as expectativas de vitória e promete demonstrar a evolução do futebol brasileiro sob a nova direção de Ancelotti. A partida em El Alto representa não apenas um teste contra uma equipe desafiadora, mas também a chance de consolidar um novo padrão defensivo e uma renovada confiança entre jogadores e torcedores.