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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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Política

Protestos marcam o 7 de setembro no Brasil com lados opostos

<p> Manifestantes de esquerda e direita se uniram em protestos pelo país em 7 de setembro, abordando temas como anistia e soberania.</p>

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No dia 7 de setembro, em celebração ao 203º aniversário da Independência do Brasil, o país assistiu a uma série de manifestações que expuseram a polarização política atualmente vivida. Tanto grupos de esquerda quanto de direita se mobilizaram por diferentes pautas, refletindo a diversidade de opiniões que permeia a sociedade brasileira. Os protestos ocorreram em cidades como Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro, com uma variedade de temas que foram desde a soberania nacional até a anistia para figuras políticas controversas, como o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Brasília: a luta pela liberdade de Bolsonaro

Na capital federal, Brasília, manifestantes alinhados à direita se concentraram exigindo a liberdade de Jair Bolsonaro (PL), que atualmente se encontra sob prisão domiciliar. Além de pedir anistia ampla, os protestos também demandaram a destituição do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Esses atos começaram a ganhar força com a presença de cerca de 30 mil pessoas no gramado da Funarte, perto da emblemática Torre de TV. O evento, segundo organizadores, teve uma expressiva participação popular, embora a Polícia Militar do DF não tenha divulgado números oficiais.

Do outro lado do espectro, uma manifestação de esquerda fez ecoar a voz dos que se opõem à anistia dos envolvidos nos episódios de 8 de janeiro, críticos a qualquer tipo de perdão legal a esses indivíduos. Com o conjunto das vozes se unindo na Praça Zumbi dos Palmares, houve uma clara ênfase na defesa da soberania do Brasil como nação independente.

São Paulo: protestos com bonecos infláveis

Na cidade de São Paulo, a atmosfera foi marcada por um ato que trouxe elementos teatrais e expressivos. Com bonecos infláveis do ex-presidente Jair Bolsonaro vestido de presidiário e do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, manifestantes de esquerda se reuniram na Praça da República. O ato, convocado por centrais sindicais e outros grupos populares, teve por objetivo criticar as propostas de anistia para os bolsonaristas.

Os protestantes empunharam bandeiras vermelhas misturadas a bandeiras do Brasil, simbolizando uma resistência contra projetos que poderiam comprometer a integridade legal em questões políticas. Uma famosa frase, “O Brasil é dos brasileiros”, foi um dos lemas que ressoaram com força na manifestação, que pediu pela soberania nacional em resposta ao que consideram interferências externas.

Enquanto isso, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o prefeito Ricardo Nunes (MDB) participaram do desfile cívico-militar na Zona Norte da cidade, demonstrando o apoio do governo às tradições cívicas do país.

Rio de Janeiro: uma cidade dividida

No Rio de Janeiro, as divisões estavam igualmente visíveis. O desfile cívico-militar tradicional ocorreu no Centro, mas as manifestações populares se espalharam por várias partes da cidade. Em Copacabana, um grande grupo de manifestantes se reuniu em apoio a Jair Bolsonaro e à anistia, enquanto criticavam abertamente o STF e o ministro Alexandre de Moraes. A presença de figuras políticas, como o senador Flávio Bolsonaro (PL), juntos ao governador Cláudio Castro, reforçou o caráter político do evento.

As manifestações no Rio foram características de uma cidade onde as vozes de ambos os lados da política se afirmavam, refletindo uma força de mobilização que se estende além das questões locais e abrange o cenário político nacional.

De fato, o 7 de setembro deste ano não apenas celebrou a independência do Brasil, mas também destacou a complexidade das relações políticas que definem o país hoje. Com vozes distintas em uma luta comum por espaço e reconhecimento, os brasileiros continuam a demonstrar seu engajamento e paixão pelo futuro da nação.

Colaboraram Augusto Tenório, Mariana Andrade e Francisco Dutra

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