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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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Política

Desfile de 7 de setembro reúne 45 mil pessoas em Brasília

<p> O evento cívico-militar contou com forte presença popular e protestos na Esplanada dos Ministérios.</p>

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No último 7 de setembro, o Palácio do Planalto estimou a presença de aproximadamente 45 mil pessoas no tradicional desfile cívico-militar, realizado na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Os espectadores começaram a chegar cedo para garantir seus lugares e as arquibancadas estavam lotadas já antes das 9h10, quando o evento teve início oficial, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passando em revista às tropas em um icônico Rolls Royce.

Protestos marcam o evento

Enquanto as Forças Armadas brasileiras exibiam suas capacidades militares a poucos quilômetros dali, grupos de direita e esquerda se mobilizavam para protestar. Esses atos refletem a polarização política que o Brasil vive atualmente, com cidadãos fazendo reivindicações e expressando suas opiniões sobre os rumos da democracia no país.

Veja imagens do público em chegada à Esplanada:

A expectativa do evento foi corroborada pela presença de 30 ministros de Estado, além do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). Apesar do grande comparecimento, uma ausência notória foi a dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que não participaram do desfile. Isso gerou repercussões e discussões sobre a importância da presença de figuras-chave da política no evento cívico.

Autoridades presentes no desfile

Durante o desfile, diversos ministros foram destacados:

  • Ricardo Lewandowski (Justiça e Segurança Pública)
  • Marina Silva (Meio Ambiente)
  • Macaé Evaristo (Direitos Humanos)
  • Geraldo Alckmin (Indústria)
  • Anielle Franco (Igualdade Racial)
  • Renan Filho (Transportes)
  • Jader Filho (Cidades)
  • Waldez Góes (Desenvolvimento Regional)
  • Celso Sabino (Turismo)
  • José Múcio (Defesa)
  • André de Paula (Pesca)
  • General Amaro (GSI)
  • Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais)
  • Wolney Queiroz (Previdência Social)
  • Sidônio Palmeira (Secom)
  • Márcio França (Empreendedorismo)
  • André Fufuca (Esportes)
  • Rui Costa (Casa Civil)
  • Márcio Macedo (Secretário-geral da Presidência)
  • Frederico Siqueira (Comunicações)
  • Simone Tebet (Planejamento)
  • Margareth Menezes (Cultura)
  • Sonia Guajajara (Povos Indígenas)
  • Esther Dweck (Gestão)
  • Vinicius de Carvalho (CGU)
  • Camilo Santana (Educação)
  • Alexandre Silveira (Minas e Energia)
  • Jorge Messias (AGU)
  • Celso Amorim (Assessor-chefe da Presidência)
  • Mauro Vieira (Relações Exteriores)

Descontentamento popular

Durante o desfile, grupos na arquibancada começaram a gritar “sem anistia”. Esse clamor é um eco das discussões em torno do julgamento da suposta trama golpista associado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), cujos apoiadores buscam um benefício que poderia livrá-lo de consequências legais.

Perto do final do evento, Lula deixou a área reservada às autoridades e interagiu rapidamente com o público, embora não tenha feito declarações formais. Essa interação, mesmo breve, foi significativa no contexto do evento.

Esquema de segurança reforçado

O esquema de segurança para o evento foi intensificado, com um forte policiamento em toda a região central de Brasília e o apoio de tropas especializadas da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF). A presença significativa das forças de segurança visou garantir a tranquilidade durante o evento, dado o grande número de pessoas e a polarização política envolvida na ocasião.

Com a multidão animada e as manifestações diversas, o desfile de 7 de setembro de 2023 não foi marcado apenas pela celebração da Independência do Brasil, mas também por um reflexo das tensões sociais e políticas que permeiam o país atualmente.

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