No último 7 de setembro, o Palácio do Planalto estimou a presença de aproximadamente 45 mil pessoas no tradicional desfile cívico-militar, realizado na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Os espectadores começaram a chegar cedo para garantir seus lugares e as arquibancadas estavam lotadas já antes das 9h10, quando o evento teve início oficial, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passando em revista às tropas em um icônico Rolls Royce.
Protestos marcam o evento
Enquanto as Forças Armadas brasileiras exibiam suas capacidades militares a poucos quilômetros dali, grupos de direita e esquerda se mobilizavam para protestar. Esses atos refletem a polarização política que o Brasil vive atualmente, com cidadãos fazendo reivindicações e expressando suas opiniões sobre os rumos da democracia no país.
Veja imagens do público em chegada à Esplanada:
A expectativa do evento foi corroborada pela presença de 30 ministros de Estado, além do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). Apesar do grande comparecimento, uma ausência notória foi a dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que não participaram do desfile. Isso gerou repercussões e discussões sobre a importância da presença de figuras-chave da política no evento cívico.
Autoridades presentes no desfile
Durante o desfile, diversos ministros foram destacados:
- Ricardo Lewandowski (Justiça e Segurança Pública)
- Marina Silva (Meio Ambiente)
- Macaé Evaristo (Direitos Humanos)
- Geraldo Alckmin (Indústria)
- Anielle Franco (Igualdade Racial)
- Renan Filho (Transportes)
- Jader Filho (Cidades)
- Waldez Góes (Desenvolvimento Regional)
- Celso Sabino (Turismo)
- José Múcio (Defesa)
- André de Paula (Pesca)
- General Amaro (GSI)
- Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais)
- Wolney Queiroz (Previdência Social)
- Sidônio Palmeira (Secom)
- Márcio França (Empreendedorismo)
- André Fufuca (Esportes)
- Rui Costa (Casa Civil)
- Márcio Macedo (Secretário-geral da Presidência)
- Frederico Siqueira (Comunicações)
- Simone Tebet (Planejamento)
- Margareth Menezes (Cultura)
- Sonia Guajajara (Povos Indígenas)
- Esther Dweck (Gestão)
- Vinicius de Carvalho (CGU)
- Camilo Santana (Educação)
- Alexandre Silveira (Minas e Energia)
- Jorge Messias (AGU)
- Celso Amorim (Assessor-chefe da Presidência)
- Mauro Vieira (Relações Exteriores)
Descontentamento popular
Durante o desfile, grupos na arquibancada começaram a gritar “sem anistia”. Esse clamor é um eco das discussões em torno do julgamento da suposta trama golpista associado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), cujos apoiadores buscam um benefício que poderia livrá-lo de consequências legais.
Perto do final do evento, Lula deixou a área reservada às autoridades e interagiu rapidamente com o público, embora não tenha feito declarações formais. Essa interação, mesmo breve, foi significativa no contexto do evento.
Esquema de segurança reforçado
O esquema de segurança para o evento foi intensificado, com um forte policiamento em toda a região central de Brasília e o apoio de tropas especializadas da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF). A presença significativa das forças de segurança visou garantir a tranquilidade durante o evento, dado o grande número de pessoas e a polarização política envolvida na ocasião.
Com a multidão animada e as manifestações diversas, o desfile de 7 de setembro de 2023 não foi marcado apenas pela celebração da Independência do Brasil, mas também por um reflexo das tensões sociais e políticas que permeiam o país atualmente.