Brasil, 31 de agosto de 2025
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Trump busca ampliar influência no Federal Reserve com nomeações estratégicas

Se conseguir nomear aliados no Conselho do Fed, Trump pode controlar decisões sobre taxas de juros e supervisão financeira nos EUA

Uma batalha jurídica e política está em andamento nos Estados Unidos, envolvendo a tentativa do presidente Donald Trump de influenciar o Federal Reserve, o banco central americano. Caso obtenha sucesso, ele poderá ter maior liberdade para determinar a política de taxas de juros e a supervisão das instituições financeiras, desafiando a autonomia tradicional do órgão.

Planejamento de nomeações e controle do conselho do Fed

Trump já manifestou forte interesse em modificar a composição do Conselho de Diretores do Fed, que atualmente conta com sete membros. Em suas últimas declarações, afirmou que “teremos maioria muito em breve” no órgão, o que lhe permitiria nomear pessoas leais e ampliar sua influência.

Querendo concretizar essa estratégia, Trump busca preencher uma vaga remanescente no Conselho, além de indicar novos nomes para consolidar um alinhamento político. A nomeação de indivíduos fiéis ao seu governo poderia alterar o equilíbrio de poder, tradicionalmente independente, sobre as decisões do banco central.

Impacto sobre os bancos regionais e demais decisões do sistema do Fed

Além do conselho, Trump também mira nos 12 bancos regionais, cuja liderança é nomeada por diretores regionais e ocasionalmente pode ser influenciada pelo presidente. Um controle mais eficaz dessas lideranças facilitaria o alinhamento das decisões de política monetária e supervisão financeira às vontades presidenciais, conforme analisam especialistas.

“Se quatro diretores passarem a discordar sistematicamente, a influência do presidente e de sua equipe sobre o debate no Fed aumenta significativamente”, explica Gary Richardson, economista da Universidade da Califórnia em Irvine.

Desafios legais e disputas em os tribunais

A iniciativa de Trump enfrenta obstáculos jurídicos, especialmente após sua tentativa de destituir Lisa Cook, diretora em exercício do Fed, sob a acusação de fraude hipotecária. Como a lei americana exige “justa causa” para a demissão de membros do conselho, Cook entrou com processo judicial contra o presidente, buscando manter seu cargo.

Segundo advogados, a possibilidade de Trump remover Cook depende de uma decisão dos tribunais que indique se suas ações se enquadram na definição legal de negligência ou má conduta. Caso perca essa disputa, terá espaço para indicar um novo membro ao conselho, fortalecendo ainda mais sua influência no banco central.

Poder de nomeações e influência futura no Fed

Se as nomeações e substituições ocorrerem da forma pretendida por Trump, ele poderá ainda indicar o próximo presidente do Fed, com mandato até maio do próximo ano. Essa mudança na alta cúpula do banco central pode levar a uma maior flexibilização na definição de juros e políticas econômicas, influenciando a economia global.

Consequências na política monetária e possíveis riscos

Analistas alertam que uma maior influência de Trump no Fed poderia alterar o rumo das taxas de juros, impactando custos de empréstimos e a dívida pública americana. Além disso, o controle sobre as lideranças regionais e os comitês de decisão poderá gerar instabilidade e dificultar a tomada de decisões coordenadas.

O debate sobre o controle político do Fed é marcado por uma disputa jurídica e institucional complexa, que pode redefinir a autonomia do banco central dos Estados Unidos nas próximas semanas, conforme as decisões judiciais e as nomeações futuras

Mais detalhes sobre o processo e o contexto dessa disputa podem ser consultados na matéria completa no O Globo.

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