Brasil, 31 de agosto de 2025
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Investigação revela postos de combustíveis ligados ao PCC

Operação Carbono Oculto cita 19 estabelecimentos em esquema de lavagem de dinheiro no setor de combustíveis

A investigação conhecida como Carbono Oculto, considerada a maior operação já realizada contra o Primeiro Comando da Capital (PCC), está revelando detalhes alarmantes sobre a infiltração da facção criminosa em postos de combustíveis em São Paulo e Goiás. Ao todo, 19 estabelecimentos foram citados em decisões judiciais, levantando questões sobre a lavagem de dinheiro e a corrupção no setor.

Operação Carbono Oculto: O que se sabe

Segundo informações da Receita Federal, os postos de combustíveis citados na operação eram usados pela organização criminosa para lavar dinheiro proveniente de atividades ilícitas. O esquema envolvia cerca de mil postos por todo o Brasil, que recebiam valores em espécie e por meio de maquininhas de cartão, repassando o dinheiro para contas ligadas ao PCC.

Dentre os 19 postos mencionados, há um padrão: a maioria pertence a pessoas que, segundo a Justiça, têm vínculos diretos com o PCC. Armando Hussein Ali Mourad, por exemplo, tem várias operações a seu nome e é descrito como fundamental para a expansão e blindagem patrimonial do grupo. Mourad é irmão de Mohamad Hussein Mourad, que liderava o esquema criminoso.

Os postos envolvidos na investigação

Os 19 postos mencionados incluem:

  • Postos de Armando Hussein Ali Mourad:
    • Auto Posto Vini Show (Senador Canedo/GO)
    • Auto Posto Dipoco (Catalão/GO)
    • Posto Santo Antonio do Descoberto (Santo Antônio do Descoberto/GO)
    • Posto Futura JK (Jataí/GO)
    • Posto Futura Niquelândia (Niquelândia/GO)
    • Auto Posto Parada 85 (Goiânia/GO)
    • Auto Posto da Serra (Morrinhos/GO)
  • Postos de Luciane Gonçalves e Alexandre Motta:
    • Auto Posto Conceição (Campinas/SP)
    • Auto Posto Boulevar XV (Praia Grande/SP)
  • Postos de Renan Cepeda Gonçalves:
    • Auto Posto Yucatan (Arujá/SP)
    • Auto Posto Azul do Mar (São Paulo/SP)
    • Auto Posto Hawai (Guarulhos/SP)
    • Auto Posto Maragogi (Guarulhos/SP)
    • Posto em Sumaré/SP
    • Posto em Arujá/SP
  • Outros Postos:
    • Auto Posto Texas (Catanduva/SP)
    • Auto Posto Bixiga (São Paulo/SP)
    • Auto Posto S3 Juntas (São Paulo/SP)
    • Auto Posto S-10 (São Paulo/SP)
    • Auto Posto Elite (Piracicaba/SP)

Segurança e Legalidade dos Postos

Apesar das acusações, muitos dos postos citados na investigação continuavam a operar normalmente. No último levantamento, quatro estabelecimentos ainda estavam funcionando, incluindo o Auto Posto Texas, em Sumaré, e o Auto Posto Elite, em Piracicaba. A Receita Federal não comentou sobre a continuidade das atividades dos postos, alegando que não discute investigações em andamento.

Reações e declarações

O g1 tentou entrar em contato com todos os postos mencionados e com as defesas dos citados na investigação, mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem. Advogados de alguns dos envolvidos, como Gustavo Nascimento de Oliveira e Armando Hussein Mourad, também não se manifestaram sobre as acusações.

A operação Carbono Oculto continua a chamar atenção para a necessidade de uma maior fiscalização no setor de combustíveis, especialmente em um país onde a corrupção e o crime organizado ainda são desafios significativos. A situação evidencia a urgência de uma resposta efetiva por parte das autoridades competentes.

Conclusão

A Operação Carbono Oculto é um marco na luta contra o crime organizado no Brasil e deverá servir como um alerta para a necessidade de ações mais rigorosas para combater a infiltração de grupos criminosos em indústrias essenciais, como a de combustíveis. A sociedade brasileira aguarda respostas e ação decisiva das autoridades para que tais práticas não tenham espaço em um futuro próximo.

Para mais informações sobre a operação e os postos envolvidos, consulte a reportagem completa no portal g1.

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