Brasil, 31 de agosto de 2025
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Entregadores de delivery aumentam ganhos com nova guerra de aplicativos no Brasil

Com a entrada de novas plataformas e melhorias nas condições, entregadores têm visto aumento na remuneração e maior segurança no setor

Após a greve nacional da categoria em março, a remuneração dos entregadores de delivery vem apresentando sinais de melhora, impulsionada por más estratégias de competição entre as empresas do setor. Novas plataformas e melhorias nas condições de trabalho têm beneficiado os motociclistas, que representam uma das principais frentes estratégicas das companhias.

Melhorias nos pagamentos elevam ganhos dos entregadores

Em Goiânia, a 99Food passou a pagar no mínimo R$ 250 aos entregadores que realizam ao menos 20 entregas diárias, incluindo cinco de comida. Já em São Paulo, o valor mínimo é de R$ 400 para 15 entregas de alimentos, o que resultou em um aumento de até 50% nos lucros dos motociclistas, de acordo com a empresa.

Investimentos e estratégias para ampliar a base de entregadores

A 99Food planeja investir R$ 50 milhões na instalação de pontos de apoio para entregadores em cinco anos e oferece bônus de R$ 1.500 por indicação de novos parceiros. A startup possui atualmente 700 mil motociclistas cadastrados no Brasil, que atuam tanto na entrega de itens quanto no transporte de passageiros.

Bruno Rossini, diretor de Comunicação da 99, afirmou que “quem faz 99Moto pode fazer 99Food”. Na cidade de Goiânia, em 45 dias de operação, mais de 15 mil entregadores de comida se cadastraram. Em São Paulo, o início da operação contou com 50 mil motociclistas cadastrados.

Impacto das mudanças nas condições de pagamento no mercado

Na Rappi, a alterou suas condições de pagamento em junho, elevando de R$ 7 para R$ 10 o valor mínimo por pedido em até quatro quilômetros de distância. Para rotas superiores, o ganho é de R$ 1,60 por km rodado. A estratégia levou a um aumento de 30% na base de entregadores e uma alta de 40% na conectividade, segundo Felipe Criniti, CEO da empresa.

Dados do setor e perspectivas de crescimento

No iFood, que conta com aproximadamente 450 mil entregadores, cada quilômetro percorrido gera uma remuneração de R$ 1,50. O pagamento mínimo por pedido passou de R$ 6,50 para R$ 7,50 em junho, incluindo adicionais de R$ 3 por entregas extras na mesma rota. A plataforma estima que profissionais que trabalham cerca de quatro horas por dia podem alcançar um rendimento bruto de aproximadamente R$ 2,5 mil mensais.

Felipe Crull, diretor do iFood, destacou que “os entregadores têm acesso a seguro contra acidentes, suporte em caso de roubo e programas de ganhos extras de até 30%”. A companhia anunciou que investirá R$ 17 bilhões no setor ao longo deste ano, reforçando a competitividade na guerra dos aplicativos.

Cenário de disputa e inovação tecnológica

Enquanto isso, a Keeta, que ingressará no mercado paulista este ano, já conta com 120 mil entregadores parceiros. Ainda que não divulgue valores de remuneração, aposta na tecnologia para otimizar rotas e aumentar eficiência. Segundo o CEO Tony Qiu, o sistema gerencia 7 milhões de entregadores na China, processando até 2,9 bilhões de planos de rota por hora em horários de pico.

Na esfera jurídica, a Keeta tenta se consolidar ao enfrentar acusações de bloqueios em restaurantes, como aKeeta acusa o 99Food de possíveis bloqueios em estabelecimentos.

Perspectivas para o setor de delivery no Brasil

Com a entrada de novas empresas e a melhoria contínua nas condições de trabalho, a expectativa é de que os entregadores continuem se beneficiando, enquanto o mercado se torna mais competitivo e inovador, especialmente com o avanço da tecnologia e novas estratégias de fidelização.

Para mais informações, acesse a matéria completa no site do Globo.

Tags: mercado de delivery, entregadores, aplicativos, remuneração, inovação

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