Brasil, 31 de agosto de 2025
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Crianças haitianas: vítimas de gangues e da falta de apoio

No Haiti, o crescimento da violência impacta diretamente crianças, com abusos e recrutamentos em alta, enquanto a ONU clama por financiamento.

No Haiti, as crianças tornaram-se alvos diretos de um ambiente de violência persistente controlado por gangues. Segundo dados alarmantes do UNICEF, a realidade para os menores de idade é uma tragédia diária, marcada por recrutamento forçado, abusos e assassinatos. Catherine Russell, Diretora Executiva do UNICEF, expressou sua profunda preocupação ao Conselho de Segurança da ONU, chamando atenção para um aumento chocante de quase 700% no recrutamento de crianças por grupos armados. Esta situação crítica exige ações imediatas da comunidade internacional.

A escalada da violência contra crianças

O recente relatório do UNICEF detalha um quadro desolador. No primeiro trimestre de 2024, o número de crianças vítimas de abusos sexuais subiu 1.000%, enquanto o número de assassinatos e mutilações aumentou 54%. Catherine Russell destacou que a presença de gangues está forçando crianças a se juntarem a suas fileiras, onde se tornam, não apenas combatentes, mas também servos para atividades logísticas e domésticas. “As crianças são forçadas não apenas a combater, mas também a viver sob constantes ameaças”, afirma Russell.

Com o temor constante e a sociedade em estado de pânico, as crianças estão enfrentando uma tragédia sem precedentes. O UNICEF revelou que cerca de 50% dos membros ativos das gangues são menores de idade, revelando a magnitude da exploração e abuso de jovens em meio a um conflito generalizado. “Esses dados representam apenas a ponta do iceberg. Não sabemos a totalidade da situação”, acrescentou Russell.

Um chamado à ação

A situação em Porto Príncipe, capital do Haiti, é particularmente crítica. A cidade se encontra sob o controle absoluto de gangues, que dominam bairros inteiros. A Missão Multinacional de Apoio à Segurança, presente há mais de um ano, não conseguiu reverter essa crescente onda de violência. Com a falta de proteção adequada, as crianças mantêm-se vulneráveis a novos ataques.

Durante sua visita ao país, Catherine Russell enfatizou: “As crianças estão pagando o preço mais alto pela guerra entre gangues”. Seu apelo se estendeu a todos os membros do Conselho de Segurança, pedindo atenção urgente para defender a infância haitiana. Ela solicitou que se tomassem medidas para assegurar a proteção das crianças, acabar com os ataques a escolas e hospitais e garantir acesso aos esforços humanitários necessários.

Falta de financiamento humanitário

A ONU também destacou a alarmante falta de financiamento humanitário para o Haiti, considerando-o o país que menos recebe apoio. Este fato agrava ainda mais as dificuldades enfrentadas pelas crianças e suas famílias. A exigência de solidariedade deve ser uma prioridade para os doadores internacionais, que são convocados a atender aos apelos de apoio ao povo haitiano e a contribuir com recursos necessários para trazer alívio às vítimas da violência.

A situação das crianças no Haiti reflete não só a brutalidade da guerra entre gangues, mas também a falta de uma rede de apoio que possa proteger os mais vulneráveis. A comunidade internacional tem a responsabilidade de agir. As vozes de Catherine Russell e das organizações que atuam no âmbito humanitário devem ser ouvidas e respeitadas, promovendo um futuro em que as crianças possam viver com dignidade, segurança e esperança.

Em um mundo onde a compaixão e a ação se tornam cada vez mais necessárias, é essencial que cada passo tomado seja para proteger e valorizar a vida das crianças haitianas, um lembrete de que a humanidade deve sempre estar em primeiro lugar.

Para mais informações, acesse o relatório completo no Vatican News.

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