Brasil, 31 de agosto de 2025
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Artesão de Sorocaba se destaca na cutelaria com peças inusitadas

Pedro Lopes transforma aço em arte, criando espadas e armaduras que resgatam história e cultura.

No coração de Sorocaba, São Paulo, um artesão chamado Pedro Lopes tem se destacado por suas criações únicas na cutelaria. Com uma trajetória que começou há 18 anos, Lopes se tornou referência nacional ao fabricar peças impressionantes, como espadas vikings, escudos e peitorais de cavaleiros templários. Para ele, o ofício transcende a simples fabricação de ferramentas e adentra o universo da cultura e da história.

A paixão pela cutelaria

O caminho de Pedro Lopes até a cutelaria não foi convencional. Inicialmente, ele se aventurou em trabalhos manuais variados, como a customização de motos. No entanto, foi ao perceber o interesse do filho e seus amigos por uma faca típica do Nepal, a kukri, que sua jornada na cutelaria começou. “A ideia surgiu quando um amigo do meu filho mencionou que gostaria de uma kukri, mas era muito cara”, conta Lopes. Motivado pela curiosidade e pelo desejo de ajudar, ele resolveu tentar fazer a faca. E assim, um hobby nasceu.

A arte e a pesquisa cultural

Pedro Lopes não se contenta em apenas seguir técnicas; ele busca entender a história e os simbolismos por trás de suas criações. “Cutelaria trabalha com a cultura e com a história. Cada cuteleiro busca informações e conhecimento sobre as peças”, afirma. Seu trabalho abrange desde facas simples até armas históricas como alabardas e espadas. Além disso, Lopes utiliza uma variedade de materiais, incluindo metais, madeiras nobres e até marfim de mamute.

Reconhecimento e prêmios internacionais

O talento de Lopes não passou despercebido. Ele já participou de feiras internacionais, como a realizada na Argentina em 2015, onde recebeu prêmios de jurados renomados na cutelaria mundial, incluindo nomes como Jerry Fisk e Zaza Revishvili. “Essas experiências me incentivaram a continuar explorando a cutelaria e suas raízes”, diz.

Inovações e criações notáveis

Entre suas criações contemporâneas, destaca-se um peitoral templário feito em aço batido à mão, que rapidamente ganhou fama nas redes sociais. Lopes também reproduz conjuntos vikings que incluem facas, espadas, escudos e machados. “A repercussão dessas peças trouxe novos interessados em conhecer a história por trás delas”, conta.

A faca sorocabana e seu significado cultural

Além do aspecto histórico, Pedro Lopes também se admite a um público diversificado que busca desde adagas a facas para uso diário. Um dos seus orgulhos é a faca sorocabana, considerada patrimônio cultural imaterial da cidade. “É a única faca brasileira com nome de uma cidade. Criada durante o período dos tropeiros, é uma parte importante da cultura paulista”, ressalta.

Educação e o futuro da cutelaria em Sorocaba

Além de suas criações, Lopes dedica parte do seu tempo ao ensino. Ele já formou dezenas de alunos em cursos variados, que vão de oficinas de um dia a treinamentos de uma semana. Os interessados incluem pessoas de diferentes áreas, de aposentados a militares e médicos de outros estados. O próximo sonho de Lopes é a fundação de uma escola de cutelaria em Sorocaba, com cursos voltados tanto para iniciantes quanto para profissionais.

Para Lopes, essa iniciativa é uma maneira de unir a arte da cutelaria à memória de diversas civilizações, preservando a rica história que essas peças carregam. “A cutelaria é uma forma de contar histórias e reviver tradições”, conclui.

Com seu talento e dedicação, Pedro Lopes continua a deixar sua marca não apenas em Sorocaba, mas em todo o Brasil, mostrando que a cutelaria é bem mais do que uma atividade artesanal; é uma forma de arte viva e pulsante.

Para mais notícias sobre cultura e curiosidades da região, fique ligado no g1 Sorocaba e Jundiaí e continue acompanhando o trabalho desse talentoso artesão.

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