Brasil, 30 de agosto de 2025
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Trump enfrenta críticas de apoiadores MAGA por plano de abrir portas para estudantes chineses

Decisão de Trump de permitir entrada de 600 mil estudantes chineses gera revolta entre apoiadores conservadores e figuras como Marjorie Taylor Greene

O ex-presidente Donald Trump divulgou planos para permitir a entrada de 600 mil estudantes chineses nos Estados Unidos, em meio às negociações comerciais com Pequim, o que tem provocado forte revolta entre seus apoiadores MAGA. A decisão ocorre após uma postura histórica de restrições e tarifas contra a China.

Reação de apoiadores e críticas dentro do espectro conservative

Vozeiras influentes do movimento conservador nos EUA criticaram duramente a iniciativa de Trump. A deputada Marjorie Taylor Greene (R-Ga.) questionou publicamente nas redes sociais: “Por que estamos permitindo 600.000 estudantes da China, que podem ser leais ao Partido Comunista, competir por oportunidades nas universidades americanas?”

Além de Greene, nomes como a ativista de extrema-direita Laura Loomer acusaram a decisão de “permitir que comunistas espionem os EUA”, fazendo ligações com teorias conspiratórias relacionadas à Covid-19 e ao passado de ataques ao povo asiático.

Explicações e justificativas de aliados de Trump

Argumentos econômicos defendidos por aliados

Durante entrevista na semana, o secretário de Comércio, Howard Lutnick, defendeu a medida, dizendo que ela segue uma lógica econômica “clássica Donald Trump”. Segundo ele, a presença de estudantes chineses nas universidades americanas ajuda a manter as instituições de elite abertas, além de gerar empregos.

“Se não tivessem esses 600 mil estudantes, as universidades de ponta poderiam fechar ou reduzir drasticamente suas vagas, prejudicando todos os estudantes americanos e o sistema de ensino superior”, afirmou Lutnick.

Críticas aos efeitos “hipócritas” sobre a política de Trump

Por sua vez, críticos das próprias ações de Trump apontam incoerências: antes de abrir as portas para os chineses, o ex-presidente tinha aumentado tarifas e buscava restringir o ingresso de estudantes do país, alegando ameaças à segurança nacional.

Um usuário no X (antigo Twitter) destacou a hipocrisia dessa postura, afirmando: “Trump fala que China rouba empregos, mas agora abre a porta para 600 mil estudantes chineses. É estratégia ou apenas hypocresia com um bronzeado fake?”

Impacto na narrativa “America First”

Para muitos apoiadores, a mudança contradiz a base do discurso de Trump sobre priorizar os interesses americanos. A deputada Greene reforçou sua preocupação: “Precisamos de mais trade schools e menos estudantes vindos de países que não compartilham nossos valores.”

Já a fala de figuras como Laura Loomer reforça uma narrativa de medo e xenofobia, que muitos associam ao aumento da violência anti-asiática nos EUA, especialmente durante a pandemia.

Repercussões e futuro da política de imigração

Até o momento, a Casa Branca não se pronunciou oficialmente sobre o tema. Analistas avaliam que a decisão de Trump pode reabrir debates internos, entre quem defende a abertura econômica e quem reforça a necessidade de segurança nacional e proteção aos empregos.

Especialistas também alertam para um possível impacto na narrativa eleitoral e na unidade do movimento conservador, que fica dividido entre a postura de “America First” e a estratégia de reaproximação com a China.

Ficará a expectativa de qual será o próximo passo na política migratória do ex-presidente, que continua sendo uma figura central no cenário político-americano, mesmo fora do cargo.

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