Brasil, 30 de agosto de 2025
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Segundo mandato de Trump: estratégia de controle e disputas no Fed

O segundo mandato de Donald Trump apresenta um perfil diferente, marcado por iniciativa forte do Executivo e tentativas de influenciar o Federal Reserve.

Ao contrário de seu primeiro mandato, caracterizado por surpresa e resistência interna, Trump inicia seu segundo período com uma agenda incisiva para ampliar seu poder executivo e minar as instituições de oposição, como o Federal Reserve.

Diferenças entre os mandatos de Trump

No primeiro mandato, Trump enfrentou dificuldades internas devido à falta de uma equipe preparada, além de resistências internas de republicanos tradicionais que sabotaram suas propostas. Neste segundo mandato, ele chega mais preparado, acreditando que derrotará Biden e mantendo a expectativa de que sua influência será maior na Casa Branca.

Estratégia de controle e combate às instituições

As ações de Trump visam ampliar seu controle sobre o Executivo, buscando fortalecer sua posição frente ao Congresso e ao Judiciário, além de enfraquecer as bases da oposição em instituições como universidades, mídia e ONGs. A estratégia, segundo analistas, mostra sinais de ter uma lógica gramsciana, de minar as bases culturais e institucionais adversárias.

Reformas econômicas e Tarifas

Trump mantém a visão de que as tarifas comerciais devem recair sobre exportadores estrangeiros, sem impacto inflacionário, embora especialistas alertem que aumentos tarifários certamente elevariam a inflação. Após sua ameaça de demitir Jerome Powell, atual presidente do Fed, por causa da política de juros, os mercados reagiram negativamente, levando à sua reconsideração.

Reformas no Fed e disputas políticas

A nomeação de membros no comitê do Fed tornou-se palco de estratégias políticas. A saída de Adriana Krueger, nomeada por Biden, abriu espaço para Trump tentar influenciar a composição do órgão, que atualmente conta com integrantes indicados tanto por Trump quanto por Biden. A tentativa de substituir Lisa Cook, nomeada por Biden, por uma possível indicação favorável ao presidente é vista como uma manobra para garantir maioria no comitê, antes mesmo de sua saída prevista de Jerome Powell, em 2026.

Impeachment e influências jurídicas

O episódio envolvendo a acusação de fraude contra Lisa Cook, com Trump solicitando sua renúncia e tentando demiti-la por “justa causa”, reacende debates sobre a independência do Fed. A legislação americana garante autonomia, mas também permite ao presidente demitir membros por razões justificáveis, o que consequência deve ser avaliada pelo Supremo Tribunal.

Reações do mercado e perspectivas

Apesar das tensões institucionais, os mercados aparentam estar mais tranquilizados, refletindo a expectativa de que o Poder Judiciário limitará os excessos do Trump. O avanço na política de redução de juros pelo Fed, sinalizado por Powell, também contribui para essa estabilidade relativa.

Futuro político e institucional

A disputa pelo controle do Fed é uma das principais fronteiras do embate político de Trump. Sua estratégia de influência no órgão econômico dos EUA revela uma tentativa de consolidar um poder que desafia a tradição de independência dessas instituições. A decisão do Supremo e a continuidade do cenário político determinarão o impacto final dessa estratégia.

Para mais detalhes, consulte a análise completa em O Globo.

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