Brasil, 30 de agosto de 2025
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Produtor de cinema é preso por fraude de US$ 12 milhões

David Raymond Brown, ex-produtor de Hollywood, é acusado de fraudes envolvendo filmes e COVID-19, com penas que podem ultrapassar 20 anos.

Um ex-produtor de cinema de Los Angeles, que ocupou papéis importantes em vários projetos independentes, incluindo o filme indicado ao Oscar sobre Donald Trump, The Apprentice, foi preso na Carolina do Sul após um grande júri acusá-lo de fraudar vítimas em mais de US$ 12 milhões em esquemas que incluíam uma pirâmide financeira, testes falsos de COVID-19 e apropriação indevida de fundos de produção.

Acusações e Consequências Legais

David Raymond Brown, de 39 anos, enfrenta nove acusações de fraude eletrônica, 10 de lavagem de dinheiro e duas de roubo de identidade agravado, conforme a acusação apresentada no Tribunal Federal do Distrito Central da Califórnia. Brown teve uma primeira audiência na Carolina do Sul na quarta-feira, 30 de agosto, e deve ser levado de volta à Califórnia nas próximas semanas para formalizar sua acusação, onde residia no bairro Sherman Oaks, enquanto supostamente defraudava duas vítimas individuais e enganava várias produções cinematográficas com uma variedade de fraudes.

Entre dezembro de 2021 e este ano, Brown supostamente enganou as empresas de produção cinematográfica e as duas vítimas mencionadas, utilizando um status inflado na indústria para ludibriá-las e transferir fundos destinados a custos de produção para sua conta bancária pessoal, a fim de manter seu estilo de vida luxuoso. Além de usar a fachada de produtor para enganar uma das vítimas, outro indivíduo foi informado de que os valores entregues a Brown eram para investimentos imobiliários.

“Sem o conhecimento ou autorização das Empresas de Produção Cinematográfica… Brown se apropriou de fundos pertencentes a essas empresas, fazendo com que os valores fossem transferidos das contas bancárias das empresas e das contas de cartão pré-pago que eles controlavam, para contas que ele gerenciava”, disse a acusação.

Estilo de Vida Luxuoso e Gastos Excessivos

Os fundos supostamente desviados por Brown foram utilizados para manter um estilo de vida elevado. As compras, segundo a acusação federal, incluíram um Mercedes-Benz G-Wagon modelo 2025 e vários veículos Tesla, uma casa para sua mãe, além de pagamentos de hipoteca, instalação de uma piscina e um freezer Subzero, matrícula em escola particular e até US$ 70.000 em serviços de sub-rogação.

Para desviar alguns dos fundos, Brown teria criado uma empresa baseada em Studio City chamada Hollywood Covid Testing LLC, que utilizava para cobrar produções por testes de COVID-19 “nunca realizados ou já pagos”, utilizando faturas falsas ou duplicadas, segundo um comunicado da Justiça publicado na quarta-feira. O suposto esquema de fraude também envolveu uma mentira elaborada que viu cerca de US$ 970.263 em dinheiro de investidores sendo enviados a uma entidade criada para realizar um filme fictício sobre o Exército de Libertação Symbionese e o infame sequestro de Patty Hearst.

Esquemas e Fraudes

Brown é acusado de operar o que era essencialmente um esquema de pirâmide, em que utilizava fundos obtidos de novas vítimas para compensar uma das empresas de produção que ele enganou. A acusação também o acusou de submeter propositalmente cheques que não tinham fundos suficientes e de falsificar a página de sua conta do Internet Movie Database (IMDb) para convencer uma vítima da sua experiência na indústria.

Os promotores federais afirmam ainda que Brown enganou um terceiro por meio do assinamento de documentos de empréstimo datados retroativamente, enquanto ocultava supostos pagamentos de seguro saúde dos funcionários das folhas de pagamento, não mantendo a cobertura de saúde deles.

Atualmente, Brown está detido em uma prisão em Columbia, Carolina do Sul, e permanecerá sob custódia até sua próxima audiência, agendada para 4 de setembro. Um email enviado ao advogado de Brown na quinta-feira à tarde não recebeu resposta imediata.

A Justiça informa que, se condenado, Brown enfrenta uma pena máxima de 20 anos de prisão federal para cada uma das nove acusações de fraude eletrônica, até 10 anos para cada acusação de lavagem de dinheiro e uma pena obrigatória de dois anos consecutivos para cada acusação de roubo de identidade agravado.

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