Brasil, 31 de agosto de 2025
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Prefeitura de Chicago determina resistência a possível implantação de tropas por Trump

Prefeito Brandon Johnson assina ordem contra colaboração com tropas federais em operação de imigração

Na manhã deste sábado (25), o prefeito de Chicago, Brandon Johnson, assinou uma ordem executiva proibindo a cooperação dos departamentos municipais com uma possível implantação de tropas da Guarda Nacional pelo governo federal, liderado pelo presidente Donald Trump.

Medidas para proteger direitos civis e garantir autonomia local

A ordem determina que a Polícia de Chicago não utilize máscaras durante operações e não colabore com agentes federais em patrulhas conjuntas, detenções ou ações relacionadas à imigração civil. Além disso, todos os setores da administração municipal ficam proibidos de participar de ações que comprometam o direito dos cidadãos de se manifestar pacificamente.

Segundo o documento assinado por Johnson, a cidade irá utilizar todos os meios jurídicos e legislativos disponíveis para contestar possíveis ações do governo federal que violem os direitos da população e da cidade, incluindo o direito à reunião pacífica e ao devido processo legal.

Posicionamento do prefeito e contexto político

Ao anunciar a medida em coletiva na prefeitura, Johnson afirmou que a cidade inicia “a campanha mais abrangente de qualquer cidade nos EUA para se proteger das ameaças e ações de um governo descontrolado”.

“Vamos defender nossa Constituição, proteger nossa cidade e cuidar do nosso povo. Não queremos tanques nas ruas, nem famílias sendo separadas”, declarou, reforçando que a ordem visa garantir que os cidadãos de Chicago estejam cientes de seus direitos e protegidos de intervenções federais.

Contexto e possíveis desdobramentos

A iniciativa ocorre em meio ao temor de que Trump envie tropas da Guarda Nacional similar à operação realizada em Los Angeles neste verão, quando cerca de 4 mil soldados da Guarda da Califórnia e 700 Marines foram mobilizados para conter protestos contra as ações do ICE na cidade.

Analistas consideram que a postura de Chicago reforça a resistência de cidades ao fortalecimento da presença federal, especialmente em temas relacionados à imigração e direitos civis. A tensão entre o governo estadual e o federal deve aumentar à medida que os dois lados enfrentam-se em questões de autonomia e segurança pública.

A situação reflete um momento de alta polarização política nos Estados Unidos, em que as ações do governo de Trump geram repulsa e mobilizações contrárias em diversas cidades do país.

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