Brasil, 31 de agosto de 2025
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Policial penal atira em entregador de aplicativo no Rio de Janeiro

Um policial penal disparou contra um entregador em Jacarepaguá, gerando protestos na cidade e repercussão nas redes sociais.

No último dia 29 de agosto, um incidente alarmante ocorreu em Jacarepaguá, na zona oeste do Rio de Janeiro, quando José Rodrigo da Silva Ferrarini, um policial penal, atirou no pé de Valério Júnior, um entregador de aplicativo. O disparo aconteceu após uma discussão entre os dois, originada pela recusa do entregador em deixar a comida na porta do apartamento do policial. O episódio gerou indignação e protestos entre os motoboys da região.

Detalhes do incidente

O conflito teve início quando o policial penal exigiu que Valério subisse até seu apartamento para entregar o pedido. A recusa do entregador motivou a reação violenta de José Rodrigo, que, em um momento de irritação, disparou contra o pé da vítima. A cena foi registrada em um vídeo, que rapidamente se espalhou nas redes sociais e chocou a comunidade.

Embora a equipe do Metrópoles tenha tentado entrar em contato com a defesa do policial, não houve sucesso nas tentativas. O espaço permanece aberto para qualquer manifestação do suspeito.

Ifood se posiciona sobre o caso

A empresa de entrega Ifood também se manifestou sobre o ocorrido, lamentando a violência contra seus parceiros. Por meio de uma nota, a companhia reafirmou que as regras de entrega, que orientam os entregadores a deixarem os pedidos no primeiro ponto de contato, foram violadas no episódio e que medidas severas serão aplicadas contra comportamentos agressivos.

“O Ifood não tolera qualquer tipo de violência contra entregadores parceiros e lamenta muito o ocorrido. Quando as regras são descumpridas, sanções podem ir desde advertências até o banimento da plataforma”, declarou a empresa.

Reação da Secretaria de Administração Penitenciária

A Secretaria de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro (Seap-RJ) também se manifestou publicamente em relação ao incidente. Em uma nota, a secretária Maria Rosa Nebel destacou que a corporação não compactua com o comportamento do policial e que a Corregedoria acompanha o caso junto à delegacia. A Seap expressou solidariedade ao entregador vitimado.

“A Seap não compactua com esse tipo de conduta abominante. Nossa Corregedoria acompanha o caso junto à delegacia de polícia e nos solidarizamos com o rapaz vitimado”, afirmou a secretária em comunicado oficial.

Protestos na comunidade

Após o episódio violento, motoboys do Rio de Janeiro organizaram um protesto em frente ao prédio onde mora o policial penal, manifestando sua indignação pelo ocorrido. Imagens do ato foram divulgadas nas redes sociais, onde é possível ver a mobilização dos trabalhadores em defesa de seus direitos e segurança.

A violência contra entregadores, em um contexto já desafiador para esses profissionais, acendeu um sinal de alerta na sociedade sobre as condições de trabalho e o respeito que deve ser garantido a todos, independentemente de sua ocupação.

O incidente chocou a opinião pública, levantando questões sobre a violência e a insensibilidade que muitos trabalhadores enfrentam no dia a dia, especialmente em situações de entrega. As autoridades e a sociedade civil agora se mobilizam para que tais atos não se repitam, reforçando a necessidade de um ambiente mais seguro e respeitoso para todos os cidadãos.

Acompanhe mais atualizações sobre o caso e as repercussões nas redes sociais e nas principais notícias do Brasil.

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