Brasil, 31 de agosto de 2025
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O que na política dos EUA é normal, mas na verdade é distópico

Vícios democráticos e práticas autoritárias se tornaram rotinas na política americana, revelando um sistema profundamente distópico

Nos Estados Unidos, muitos aspectos do sistema político que parecem rotineiros na vida cotidiana escondem uma realidade distópica, que ameaça a democracia e os direitos civis. Recentemente, membros da comunidade do BuzzFeed nos EUA compartilharam, de forma franca, as práticas que deveriam ser consideradas inaceitáveis, mas estão normalizadas.

Práticas autoritárias e lacunas no sistema político americano

Pedidos de exceções e o poder do Executivo

Membros da comunidade destacaram que o presidente pode criar leis por meio de ordens executivas, sem passar pelo Congresso, uma prática que erode o processo democrático. Além disso, o fato de juízes da Suprema Corte ocuparem cargos vitalícios reforça um sistema que favorece o conservadorismo e a falta de renovação.

Lobbying e estado de negócios

Para muitos, a influência de interesses privados na política equivale a uma forma de corrupção legalizada. “Lobbying é brindeado como uma prática legítima, mas na verdade é uma forma de suborno disfarçado”, disse uma das participantes. Essa relação distorcida entre dinheiro e poder cria uma disparidade perigosa no funcionamento democrático.

Polarização e sistema bipartidário

A combinação de duas forças políticas com controle quase absoluto faz com que a maioria da população sinta-se limitada a apenas duas opções. Como afirmaram os participantes, essa dualidade reforça a sensação de impotência do voto e reduz a diversidade de representações, limitando o sistema a uma disputa entre extremos.

Corpo legislativo, mídia e eleição: escolhas distópicas

Mídia e desinformação

Uma crítica recorrente é que a mídia de direita se aproveita da liberdade de expressão para propagar mentiras, alimentando a polarização e utilizando o episódio de fake news como ferramenta de manipulação.

O mito do voto e o colégio eleitoral

Outra realidade distópica apontada é o Colégio Eleitoral, um sistema que favorece estados com menos população e permite que um candidato que tenha a maioria dos votos populares seja derrotado na eleição presidencial. Como explicaram, essa estrutura fomenta a presença de interesses de regiões específicas e favorece partidos que controlam terras, independentemente do apoio popular real.

Custos exorbitantes e financiamento de campanhas

O elevado custo de campanhas nos EUA exclui candidatos menos financiados, tornando o processo eleitoral um verdadeiro investimento bilionário. Em comparação, outros países mantêm campanhas mais curtas e acessíveis, com debates públicos obrigatórios e tempo de mídia gratuito, facilitando a diversidade de opções.

Implicações sociais, direitos civis e a centralização do poder

Observadores apontaram que, apesar de votos serem coletados, o verdadeiro poder está concentrado em um Congresso que muitas vezes age contra os interesses da maioria. Autorizações de militares, políticos corruptos, manipulação do sistema eleitoral e a ausência de mecanismos efetivos de impeachment ou fiscalização tornam a democracia americana vulnerável a ações autoritárias.

Exemplos impactantes incluem o episódio de tentativas de golpes, o uso da força na capital por tropas militares durante movimentos de protesto, e o fato de pessoas com graves acusações poderem se candidatar à presidência. Essas situações mostram uma distância alarmante entre os ideais democráticos e a realidade distópica em que vivem os cidadãos.

Perspectivas futuras e os riscos existentes

Segundo os participantes, o cenário atual dos EUA reflete uma combinação de práticas autoritárias, desinformação, desigualdade e polarização extremada. A perpetuação dessas condições ameaça a própria essência da democracia e pode levar a um colapso do sistema se medidas corretivas não forem adotadas. A consciência sobre esses aspectos é o primeiro passo para mudanças necessárias.

Entretanto, muitos acreditam que o sistema precisa de reformas profundas, incluindo limites de mandato, financiamento público de campanhas, maior transparência e uma mídia que funcione como verdadeira guarda de democracia. Sem essas mudanças, a distopia que se reconhece na rotina política pode se tornar ainda mais arraigada.

Para refletir: qual prática normalizada na política dos EUA você considera mais distópica? Compartilhe sua opinião ou envie anonimamente pelo formulário abaixo.

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