No último sábado (30), familiares e amigos se reuniram no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, para dar o último adeus a Yago de Lima Borges, de 30 anos, que foi baleado dentro do Soho Lounge Bar, uma casa de shows localizada em Padre Miguel, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O trágico incidente ocorreu no domingo (24), durante uma discussão entre a vítima e um policial militar.
Entenda o que aconteceu
Segundo testemunhas, a confusão começou quando Yago se envolveu em uma briga com o policial militar Higor de Oliveira da Silva, que estava de folga e é vinculado ao 20º BPM de Mesquita. Durante o altercado, Yago supostamente desferiu um soco no rosto do policial, o que gerou uma reação extrema por parte do agente. Em um momento alarmante, Higor deixou o local, retornou com sua arma e disparou contra Yago, atingindo-o pelas costas.
Repercussões do crime
Após o disparo, Yago foi rapidamente socorrido e levado ao Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, onde passou por uma cirurgia de emergência e ficou internado durante quatro dias. Infelizmente, na tarde de quinta-feira (28), ele não resistiu aos ferimentos e faleceu.
O caso, que inicialmente foi registrado como uma tentativa de homicídio na 34ª DP (Bangu), agora está sob investigação como homicídio após a morte de Yago. As autoridades policiais estão trabalhando para esclarecer todos os detalhes do crime, que chocou a comunidade local e levantou questões sobre a atuação de agentes da lei em situações de conflito.
Prisão do policial envolvido
Após o ocorrido, o policial Higor de Oliveira da Silva foi submetido a uma audiência de custódia, na qual a Justiça decidiu pela manutenção de sua prisão. Neste momento, ele se encontra detido na Unidade Prisional da PM, localizada em Niterói, na Região Metropolitana do Rio. O caso gerou uma onda de protestos e clamor por justiça, tanto entre amigos e familiares da vítima quanto em grupos de direitos humanos que questionam as ações da polícia.
A dor da perda
O funeral de Yago foi marcado por um clima de comoção. Amigos e parentes se reuniram para prestar suas últimas homenagens, lembrando do jovem como uma pessoa carinhosa e querida por todos. A dor da perda é palpável na comunidade, onde muitos questionam a violência e desconfiam do uso da força policial que resultou numa tragédia tão evitável. O acontecimento levantou um debate sobre a necessidade de reformar as práticas dentro das forças de segurança em relação ao controle de conflitos.
Enquanto as investigações continuam, a família de Yago clama por justiça e a resposta da população e das autoridades competentes se torna cada vez mais urgente. Este caso é mais um lembrete triste sobre o impacto da violência nas comunidades, e a importância de abordagens pacíficas na resolução de disputas.
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