Brasil, 30 de agosto de 2025
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Luis Fernando Verissimo, ícone da literatura brasileira, morre aos 88 anos

Morreu neste sábado (30/8) o escritor e cronista gaúcho Luis Fernando Verissimo, um dos grandes nomes da literatura nacional.

O Brasil perde um de seus grandes escritores. Luis Fernando Verissimo, aos 88 anos, faleceu neste sábado (30), após complicações severas decorrentes de uma pneumonia. Desde o dia 11 de agosto, ele estava internado no Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, seu estado de saúde se agravou, levando à sua morte.

A carreira de Luis Fernando Verissimo

Natural de Porto Alegre, Verissimo era conhecido por sua capacidade singular de mesclar ironia, crítica e humor em seus textos. Com mais de 80 livros publicados e cerca de 5,6 milhões de cópias vendidas, ele conquistou o público brasileiro e se tornou uma referência na literatura contemporânea. Seus escritos abrangem desde crônicas e contos até romances e peças teatrais, sempre com seu toque inconfundível.

Entre suas obras mais destacadas estão “Comédias da Vida Privada”, “A Grande Mulher Nua”, “Ed Mort: Todas as Histórias”, “As Mentiras que os Homens Contam”, “O Nariz & Outras Crônicas”, “A Velhinha de Taubaté”, “O Clube dos Anjos”, “O Jardim do Diabo”, e “A Décima Segunda Noite”. Esses títulos não apenas refletem seu estilo ousado e humorístico, mas também suas astutas observações sobre a natureza humana e a sociedade brasileira.

Um legado inigualável

O autor nasceu em 26 de setembro de 1936 e era filho do renomado escritor Érico Verissimo. Luis Fernando teve uma infância marcada por experiências culturais nos Estados Unidos, onde estudou parte da sua formação. Ao retornar ao Brasil, ele se estabeleceu em Porto Alegre, onde iniciou sua trajetória profissional na vida literária.

Em 1956, começou a trabalhar no departamento de arte da Editora Globo e, rapidamente, destacou-se como colunista. A partir de 1969, sua coluna diária no jornal “Zero Hora” fez sucesso, consolidando sua presença no cenário literário. Um dos projetos que marcaram sua carreira foi “O Pato Macho”, um semanário que levava o seu estilo humorístico a um novo patamar.

Contribuições para a cultura e o humor

Verissimo também foi um influente colaborador de importantes revistas e jornais, incluindo “Veja” e “Playboy”, além de ter participado de programas de humor na TV Globo. Sua capacidade de abordar temas variados, desde cultura e política até comportamentos sociais, sempre com ironia e finesse, fez dele um cronista admirado por diversas gerações.

Ele também se aventurou musicalmente, integrou o grupo Jazz 6 e colaborou com a famosa dupla gaúcha Kleiton & Kledir, contribuindo como saxofonista em algumas de suas canções.

Recordações e homenagens

A notícia de sua morte provocou uma onda de homenagens nas redes sociais, com fãs e colegas de profissão expressando sua tristeza e gratidão pelo legado deixado por Verissimo. Seu estilo inconfundível e suas observações perspicazes da vida brasileira continuarão a inspirar novos escritores e a entreter leitores ao longo do tempo.

A literatura brasileira, sem dúvida, sentirá a ausência desse gigante. Luis Fernando Verissimo não foi apenas um escritor; ele foi uma voz que fez rir e refletir milhares de leitores, e seu legado permanecerá nas páginas de seus livros e na memória de todos que o admiraram.

Descanse em paz, Luis Fernando Verissimo, o cronista do cotidiano e observador perspicaz da vida brasileira.

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