Brasil, 30 de agosto de 2025
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Ministro do Turismo resiste a pressão do União Brasil e corre risco de expulsão

Celso Sabino enfrenta desafios dentro do União Brasil e mantém intenção de permanecer no governo Lula.

O ministro do Turismo, Celso Sabino (União-PA), anunciou na última sexta-feira que não tomou nenhuma decisão acerca de sua saída do governo, mesmo diante da crescente pressão da liderança de seu partido para que ele deixe a gestão petista. A relação entre o União Brasil e o Planalto sofreu um novo revés após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ter criticado o presidente da legenda, Antonio Rueda, em uma reunião ministerial.

Conflitos internos no União Brasil

No contexto da tensão interna do partido, Celso Sabino buscou, na quinta-feira, uma conversa com Rueda na tentativa de obter respaldo para continuar no governo. No entanto, o presidente do União não atendeu ao pedido do ministro, afirmando que, se ele não se desligar do governo, poderá ser expulso da sigla. Apesar disso, Sabino demonstrou a aliados sua intenção de permanecer tanto no governo quanto no partido, acreditando que ainda é viável reverter o ultimato recebido de Rueda.

A cúpula do União Brasil já planejou uma reunião para a próxima quarta-feira, onde discutirá uma resolução com o objetivo de impedir que filiados ocupem cargos na administração de Lula. Essa decisão não afetaria as principais indicações do senador Davi Alcolumbre (União-AP), como os ministros Frederico Siqueira (Comunicações) e Waldez Góes (Integração Nacional), que não são filiados ao partido.

A crítica de Lula e suas consequências

A liderança do União Brasil avalia que a permanência de um membro como ministro se tornou insustentável, especialmente após as críticas abertas de Lula. Desde antes, já existia uma movimentação para o partido se desvincular do governo até o fim do ano, especialmente após a federação com o PP ter sido aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral. Contudo, a pressão interna e as críticas ao governo aceleraram essa decisão, que deve ser antecipada para a próxima semana após os comentários de Lula na reunião ministerial.

Parte dos integrantes do partido demonstrou insatisfação diante da pressão de Lula, que pediu aos ministros do Centrão uma defesa mais firme do governo contra as críticas de seus próprios partidos. A questão está especialmente centrada na figura de Celso Sabino, já que ele é o único filiado de forma oficial ao União Brasil em um cargo de alto escalão.

Divisões e mobilizações

Nos bastidores, a discussão se intensificou com as cobranças dos governadores Ronaldo Caiado (Goiás) e Mauro Mendes (Mato Grosso) em um grupo de WhatsApp do partido, após as declarações de Lula. Sabino fez várias intervenções no grupo, expressando seu descontentamento com a pressão para deixar o cargo e defendendo sua continuidade no governo, mas se viu em minoria.

Ainda que alguns membros da Executiva, como Alcolumbre e o ex-ministro das Comunicações Juscelino Filho, tenham se oposto à saída, a expectativa é de que o União consiga amplo apoio para aprovar o desembarque do governo. A situação está em um ponto crítico e pode mudar rapidamente, dependendo das decisões que serão tomadas na reunião da Executiva Nacional.

As declarações de Lula e o futuro do União Brasil

Na reunião ministerial da última terça-feira, Lula cobrou um fortalecimento das defesas do governo por parte de seus ministros e declarou que não espera contar com o apoio do União Brasil em 2026. Ele também fez comentários pessoais sobre Rueda, indicando uma relação conturbada. Em resposta, Rueda afirmou em suas redes sociais que, na democracia, o convívio institucional deve ser guiado pelo respeito às instituições e pelas responsabilidades de cada um, tornando evidente a crise de relacionamento entre o partido e o governo.

A pressão sobre Celso Sabino e dentro do União Brasil parece ser apenas a ponta do iceberg em um cenário político cada vez mais volátil, onde alianças e desavenças podem rapidamente moldar o futuro da administração de Lula.

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