Brasil, 30 de agosto de 2025
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Alexandre de Moraes determina vistorias em veículos da casa de Bolsonaro

Decisão de Moraes visa impedir fugas em meio ao monitoramento do ex-presidente.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), emitiu novas determinações para a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. A medida envolve a revista de carros que deixarem a residência do ex-presidente, além do monitoramento da área externa da casa. O objetivo é reforçar a segurança e assegurar o cumprimento das condições impostas pela Justiça.

Novas medidas de segurança para monitoramento

Neste sábado (30), Moraes destacou a necessidade de revisar os veículos que saírem da casa de Bolsonaro como parte das medidas de segurança para impedir uma possível fuga.

“Determino que a Polícia Penal do Distrito Federal, em complementação às medidas de monitoramento em curso, realize vistorias nos habitáculos e porta-malas de todos os veículos que saírem da residência do réu, para fins de incremento nas atividades de monitoramento”, afirmou o ministro em sua decisão. Essas vistorias devem ser documentadas, detalhando os veículos, motoristas e passageiros, sendo os autos enviados ao juízo diariamente.

O monitoramento externo e os “pontos cegos”

Além das vistorias, Moraes também ordenou um monitoramento mais rigoroso da área externa da residência. O ministro explicou que a vigilância se estende à parte descoberta da propriedade, que faz divisa com outros imóveis, o que gera “pontos cegos” na supervisão já existente. Essa análise se torna crucial, especialmente após um relatório da Polícia Federal, que indicou a necessidade de um acompanhamento em tempo integral das atividades do ex-presidente e do fluxo de veículos na proximidade da residência.

O juiz reconheceu que a efetividade do monitoramento integral de Bolsonaro, que já havia sido determinada anteriormente, requer a implementação de novas medidas que garantam a privacidade dos outros residentes no local, ao mesmo tempo em que previnem a possibilidade de fuga. “Essas ações devem assegurar que a lei penal seja cumprida”, ressaltou Moraes.

Relatórios que fundamentam as decisões judiciais

Um ponto importante na decisão foi um ofício enviado pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Distrito Federal, que destacou a complexidade do monitoramento da casa de Bolsonaro devido à existência de outras construções ao redor, o que gera áreas ilegíveis pelo sistema de vigilância já em operação. Essa proximidade poderia afetar o sinal da tornozeleira eletrônica utilizada no monitoramento do ex-presidente.

A Procuradoria-Geral da República, por sua vez, não se opôs à vigilância externa, mas expressou preocupações em relação à presença de agentes na área interna da residência. Essa divergência de opiniões entre as autoridades demonstra a complexidade do caso e os cuidados necessários para garantir a segurança e a legalidade da situação do ex-presidente.

Essas novas decisões de monitoramento sonarão um contraste à liberdade que Bolsonaro desfrutou durante sua presidência, e refletem as tensões ainda presentes na política brasileira. À medida que a situação evolve, a atenção do público e dos meios de comunicação certamente permanecerá focada nesse caso, numa análise das condições e circunstâncias que cercam a prisão domiciliar do ex-presidente.

As medidas estabelecidas por Moraes não apenas procuram prevenir qualquer intento de fuga, mas também tentam assegurar que o ex-presidente esteja ciente das implicações das suas ações e da vigilância constante que o cerca.

Com o panorama político brasileiro em constante mudança, a decisão do STF e a postura da Justiça em relação a ex-mandatários continua sendo um tópico de discussão e monitoramento por parte da sociedade civil, além de gerar um debate sobre a eficácia e os limites das autoridades judiciárias em situações similares.

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