receberá uma pena de mais de 14 anos de prisão. Além disso, ele foi estipulado a indenizar a ex-namorada e a amiga da vítima em R$ 50 mil cada uma. Essa decisão demonstra não apenas a gravidade do crime, mas também a responsabilidade que o agressor terá que assumir pelos seus atos, buscando garantir alguma forma de reparação às vítimas.
Reflexão sobre a violência contra a mulher
Esse caso chocante traz à tona a urgência de discutirmos a violência contra a mulher e as medidas necessárias para combatê-la. Infelizmente, casos de feminicídio e tentativas de feminicídio ainda são comuns no Brasil, revelando uma problemática social que precisa ser enfrentada com seriedade. A repercussão deste caso também ressalta a importância de mecanismos de proteção e suporte às vítimas, que muitas vezes se encontram em situações de vulnerabilidade e climatizadas ao medo.
As autoridades e a sociedade em geral devem se mobilizar para instituições que ofereçam serviços de apoio psicológico, legal e emocional às mulheres que enfrentam violência em suas relações pessoais. A visibilidade de casos como o de Pium pode ser um fator crucial para a conscientização sobre esta temática tão sensível e necessária.
A importância da denúncia
Como demonstrado no caso, a denúncia é essencial para interromper ciclos de violência. A iniciativa da filha da vítima em informar uma advogada sobre as ameaças sofridas por sua mãe foi um passo fundamental para a intervenção policial e para a proteção da mulher. É imperativo que todas as pessoas tenham conhecimento de que é possível e necessário buscar ajuda ao se sentir ameaçado ou agredido em um relacionamento. A cultura do silêncio precisa ser quebrada, e a coragem de se manifestar pode salvar vidas.
Por fim, a condenação do idoso em Pium é um sinal de esperança nas lutas contra a impunidade e a violência de gênero, além de ser uma oportunidade para que outras vítimas possam encontrar forças para relatar suas experiências e buscar os caminhos da justiça. A sociedade brasileira precisa unir forças para criar um ambiente seguro e saudável para todas as mulheres, garantindo que casos como esse se tornem cada vez mais raros.
Para mais informações sobre direitos das mulheres e recursos disponíveis, acesse os canais de apoio psicológico e jurídico. A luta contra a violência de gênero é de todos nós.
No final de agosto de 2025, um idoso de 60 anos foi condenado a mais de 14 anos de prisão pela tentativa de feminicídio da namorada, que ocorreu em Pium, na região oeste do estado do Tocantins. O homem usou uma caminhonete para causar um acidente, tentando atropelar a vítima, que estava de moto no momento do incidente.
O crime e a investigação
Segunda a Secretaria da Segurança Pública, a 57ª Delegacia de Polícia foi responsável pela investigação do crime, que aconteceu em novembro de 2024. O idoso foi preso em dezembro do mesmo ano, e o julgamento pelo Tribunal do Júri ocorreu no dia 29 de agosto de 2025, em Paraíso do Tocantins. Durante o processo, o nome do réu não foi divulgado e, até a publicação da reportagem, o g1 não conseguiu entrar em contato com a defesa dele.
A delegada Jeannie Daier de Andrade compartilhou detalhes sobre o crime, afirmando que o acusado não aceitava o fim do relacionamento com a vítima. Ele simulou um acidente para tentar atingir não somente a namorada, mas também uma amiga dela, que estava na moto. “Ele simulou um acidente e evadiu-se. Na sequência, retornou ao local e prestou socorro à vítima, levando-a ao hospital e dando entrada como seu próprio acompanhante”, relatou a delegada.
Desdobramentos do caso
A mulher atingida no incidente ficou desacordada após o ocorrido, que aconteceu em um local isolado. Embora tenha recebido atendimento médico imediato, a princípio, a situação foi considerada um acidente e não uma tentativa de feminicídio. A investigação somente ganhou novos contornos quando a filha da vítima, ao tomar conhecimento do ‘acidente’, informou uma advogada sobre as ameaças e perseguições que sua mãe estava sofrendo por parte do ex-namorado.
Após essa denúncia, o caso foi levado à polícia, resultando na prisão do suspeito. Durante a investigação, a polícia também descobriu que o idoso já havia se envolvido em um caso de violência anterior em 2011, quando atropelou sua ex-mulher alegando que se tratava de um acidente. Esse incidente foi registrado na época como lesão corporal.
Pena e reparação
O Tribunal do Júri decidiu pela condenação do idoso, que