Brasil, 31 de agosto de 2025
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Hackers desviam R$ 400 milhões do sistema da Sinqia em operação audaciosa

Um ataque hacker ao sistema da Sinqia resultou no desvio de R$ 400 milhões via Pix. A Polícia Federal investiga o caso.

Um ataque hacker impactou profundamente a Sinqia, empresa responsável por fornecer tecnologia para operações financeiras, resultando em um desvio significativo de aproximadamente R$ 400 milhões através de transferências realizadas pelo sistema de pagamentos instantâneos, Pix. A invasão ocorreu na tarde de sexta-feira, dia 29 de agosto, e teve como alvo contas bancárias, incluindo clientes do HSBC, conforme relatado pelo portal NeoFeed.

Operação dos hackers e repercussão no sistema financeiro

Investigações preliminares indicam que os criminosos obtiveram acesso ao ambiente Pix gerido pela Sinqia, permitindo-lhes realizar diversas transferências para contas de “laranjas”. A situação alarmou as autoridades, levando o Banco Central (BC) a intervir rapidamente, encerrando a conexão da Sinqia com a rede do sistema financeiro nacional, em uma ação emergencial para evitar mais perdas.

Investigação da Polícia Federal

A Polícia Federal foi acionada para investigar a origem do ataque, visando rastrear os responsáveis por essa audaciosa operação criminosa. O Banco Central continua seus esforços para recuperar o montante desviado, que representa um impacto significativo tanto para a Sinqia quanto para o sistema financeiro do Brasil.

Posicionamento da Sinqia

Em uma declaração oficial, a Sinqia confirmou a recente detecção de “atividade suspeita” em seu sistema Pix na mesma data do ataque. A empresa afirmou que suas equipes reagiram de forma imediata para conter a situação, trabalhando em conjunto com especialistas forenses para analisar as consequências do incidento. Além disso, a Sinqia entrou em contato com as instituições financeiras que foram afetadas pela invasão.

A nota divulgada pela empresa destacou que o incidente impactou um “número limitado” de bancos, embora não tenha fornecido informações detalhadas sobre os valores envolvidos ou quais clientes enfrentaram problemas devido à invasão. “Neste momento, verificamos que o incidente se limita apenas ao ambiente Pix. Não há evidências de atividade suspeita em nenhum outro sistema da Sinqia, além do Pix, e este problema afeta apenas a Sinqia no Brasil”, esclareceu a empresa, reforçando que não há indícios de que dados pessoais tenham sido comprometidos durante a violação.

Implicações e a segurança do sistema Pix

O ataque à Sinqia levanta questionamentos sobre a segurança do sistema Pix, que se tornou um dos meios de pagamento mais populares no Brasil desde seu lançamento. A capacidade do sistema de permitir transferências instantâneas foi um avanço significativo nas operações financeiras, mas a vulnerabilidade apresentada neste incidente ressalta a necessidade de vigilância constante e fortalecimento de medidas de segurança por parte das instituições financeiras.

Além disso, muitos usuários do sistema Pix que não possuem relação direta com a Sinqia podem ficar receosos após a divulgação do ocorrido. A confiança no sistema financeiro e nas tecnologias que o sustentam é crucial para a saúde econômica do país. Portanto, é essencial que a Sinqia, outras instituições e o Banco Central tomem medidas rápidas e eficazes para garantir a segurança dos usuários e restaurar a confiança no sistema.

Desdobramentos e futuro da investigação

Por hora, a repercussão do ataque hacker ainda está em andamento. Enquanto as investigações são conduzidas pela Polícia Federal, analistas de segurança cibernética avaliarão o que pode ser feito para evitar que situações semelhantes ocorram no futuro. Espera-se que a Sinqia e o Banco Central apresentem atualizações regulares sobre os desdobramentos das investigações e os passos que estão sendo tomados para aumentar a confiança no sistema financeiro brasileiro.

O incidente com a Sinqia é um lembrete da crescente sofisticação dos ataques cibernéticos e da importância de que empresas e instituições financeiras se mantenham sempre vigilantes e preparadas para lidar com novas ameaças. Com a digitalização crescente das finanças, a segurança cibernética deve ser uma prioridade absoluta para proteger tanto instituições quanto consumidores.

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