Nesta segunda-feira, a apresentadora Ainsley Earhardt, do Fox & Friends, pediu ao ex-presidente Donald Trump que envie forças militares para Nova York, alegando necessidade de “limpar as ruas”. O pedido ocorre em meio a discussões sobre a eventual intervenção militar em diversas cidades, como Baltimore e Chicago, promovida por Trump, que ameaça usar a Guarda Nacional em cidades sob governo democrata.
Apelo por tropas na cidade de Nova York e acusações de crise
Durante o programa, Earhardt, ao vivo, clamou: “Por favor, Donald Trump, envie as tropas para Nova York. Limpe essas ruas. Eu quero isso”. Ela também mencionou que a cidade, que atualmente vive uma baixa histórica nos índices de crime, poderia ser beneficiada com o reforço do ex-presidente. “Se eles não querem formar uma força de segurança, que enviem para cá”, completou.
Crise ou sucesso na redução da criminalidade?
Apesar do tom alarmista, dados recentes indicam que Nova York registra os menores índices de homicídios e tiroteios desde o início do século. Segundo a Polícia de Nova York, os sete primeiros meses de 2025 tiveram “o número mais baixo de incidentes de tiros e vítimas em toda a história da cidade” ([fonte](https://www.nyc.gov/site/nypd/news/pr013/nypd-record-low-shooting-incidents-shooting-victims-the-first-seven-months-the)).
Anteriormente, em Washington, D.C., o governo Trump creditou uma redução de 30 anos na criminalidade às suas intervenções e à presença da Guarda Nacional. O governo federal também informou que, na capital, foram efetuadas 93 prisões no último sábado, 46 delas de migrantes ilegais, no esforço por manter a ordem ([fonte](https://kfoxtv.com/news/nation-world/dc-federal-takeover-arrests-910-president-donald-trump-make-dc-safer-white-house-crime-numbers-update-illegal-immigrants-arrested-homeland-security-national-guard-troops-armed-pam-bondi-pete-hegseth-firearms-seized-ms-13-gang-members)).
Reação e controvérsia na discussão
Enquanto Earhardt faz um apelo fervoroso, autoridades locais de Nova York defendem os avanços da cidade, destacando a diminuição do crime e a baixa nos tiroteios. A prefeita de Nova York, por exemplo, não comentou publicamente sobre pedidos de intervenção militar, preferindo enfocrar estratégias de segurança e prevenção.
Especialistas alertam que a insistência em medidas militares pode exagerar a situação real nas cidades, que, ao contrário do que é propagado por alguns setores da mídia, vivem um período de relativa calmaria em termos de violência.
Perspectivas para o futuro
Analistas avaliam que o debate reacendido por figuras midiáticas reflete uma polarização sobre políticas de segurança nos Estados Unidos. Enquanto setores defendem o uso de força como solução rápida, dados mostram que abordagens integradas de prevenção têm sido mais eficazes a longo prazo.
A esperança é que o foco nas estatísticas reais ajude a informar melhor o público e evitar alarmismos infundados, sobretudo em um momento em que a cidade de Nova York vive uma das suas fases mais pacíficas das últimas décadas.