Brasil, 30 de agosto de 2025
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Fim da isenção: pacotes de baixo valor enfrentam tarifas nos EUA

Pacotes com valor de até $800, antes isentos, agora têm tarifas que impactam o comércio online nos EUA.

Um grande mudança no comércio de produtos a preços acessíveis nos Estados Unidos entrou em vigor e alterou a maneira como os consumidores compram internacionalmente. A regra “de minimis”, que permitia a entrada de pacotes de baixo valor isentos de tarifas, foi modificada, afetando diretamente como pequenos e grandes negócios operam no e-commerce.

O que é a regra “de minimis”?

Históricamente, por quase um século, produtos de baixo valor enviadas de outros países para os Estados Unidos não tinham tarifas de importação, graças à regra “de minimis”, que se aplica a pacotes com valor inferior a $800. A mudança, que já era esperada, representa um impacto significativo para os consumidores e pequenas empresas que dependiam dessas isenções.

A alteração na regra pode ser atribuída à crescente popularidade de plataformas de e-commerce de baixo custo, especialmente de sites chineses como Shein e AliExpress, que conseguiram alcançar consumidores americanos sem enfrentar as mesmas tarifas aplicadas a grandes empresas como Amazon e Walmart. Com a nova política, todos os itens importados, independentemente de seu valor, estão sujeitos a tarifas que variam de 10% a 50%, dependendo do país de origem.

Consequências para o comércio internacional

A mudança levou uma série de empresas de entrega internacional, como as localizadas na Europa, Japão e América Latina, a suspender os serviços de envio para os Estados Unidos, alegando desafios de logística em se adaptar às novas regulamentações. Empresas como UPS declararam que estão preparadas para a transição e não esperam atrasos. Contudo, outros serviços, como DHL, podem enfrentar dificuldades temporárias durante este período de ajuste.

Enquanto isso, a Administração Postal dos Estados Unidos e a FedEx não fizeram comentários sobre possíveis atrasos na entrega, mas essa incerteza já preocupa muitos consumidores que frequentemente compram produtos online.

Impacto nas pequenas empresas

A nova política, embora complicada, também traz alguma esperança para pequenos comerciantes. Steve Raderstorf, proprietário da Scrub Identity, uma loja de roupas médicas em Indianápolis, acredita que o fim do benefício de isenção tarifária vai “nivelar o campo de jogo” para os donos de pequenas empresas. Ele observa que, antes, as grandes plataformas de e-commerce se beneficiavam das isenções, o que prejudicava sua capacidade de competir.

Os dados apontam que em 2022, gigantes do e-commerce como Amazon e Walmart faturaram centenas de bilhões de dólares, em grande parte devido à regra de minimis que permitia que terceiros vendessem diretamente aos consumidores sem tarifas adicionais. Raderstorf expressa seu desejo de que este novo entendimento traga de volta os consumidores às lojas locais, onde eles podem não apenas comprar, mas também ajudar suas comunidades.

Com o fechamento da isenção para pacotes de origem chinesa e de Hong Kong, as autoridades observaram uma queda drástica no número de pacotes que anteriormente se qualificavam para serem isentos de tarifas, levando a uma redução de 4 milhões de pacotes por dia para apenas 1 milhão.

Expectativas futuras

Embora alguns consumidores se sintam desanimados com o aumento dos custos devido às tarifas, Raderstorf tem esperanças de que isso possa incentivar as pessoas a redirecionarem suas compras para o comércio local. Para ele, o apoio a pequenos negócios significa que o dinheiro fica nas comunidades e ajuda a financiar atividades locais, contrastando com o dinheiro que simplesmente se escoa para o exterior.

A mudança na política tarifária ocorregiu em um momento em que muitos brasileiros também observam de perto as tendências globais de consumo e comércio, com a necessidade de se adaptar a novas realidades econômicas e oportunidades que possam surgir a partir delas. O fim da regra de isenção pode ser um momento de transformação e adaptação em um cenário de e-commerce em constante evolução.

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