Brasil, 30 de agosto de 2025
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Especialistas alertam sobre cuidados após caso de parasita devorador de carne nos EUA

Um caso de New World screwworm, parasita que causa danos extensos, foi registrado na porção oeste dos Estados Unidos; especialistas dão dicas de prevenção.

Um paciente nos Estados Unidos, que retornou da El Salvador, foi diagnosticado com uma infecção pelo parasita devorador de carne, conhecido como New World screwworm, conforme informou o Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA nesta semana. O caso marca a primeira ocorrência relacionada a viagens de país com surto ativo, e reforça a necessidade de precauções, segundo especialistas.

Como o parasita age e quais os riscos

De acordo com o CDC, a larva do screwworm causa danos significativos ao se estabelecer em tecidos vivos, burilando a pele com suas garras afiadas. A fêmea do inseto deposita até 300 ovos em feridas abertas ou mucosas, levando ao crescimento de larvas que alimentam-se do tecido vivo, aprofundando e ampliando a ferida. Caso não seja tratado, o parasita pode levar a infecções bacterianas graves.

Na maior parte, os animais de criação são os mais afetados, embora infestações em humanos sejam consideradas raras e altamente dolorosas. Países da América Central e México reportaram casos recentes em ambos os grupos. Segundo o CDC, a perspectiva de transmissão comunitária nos EUA é muito baixa, reforçada pela força de programas de erradicação do inseto no país.

Medidas de proteção e prevenção durante viagens

Especialistas aconselham que quem viajar para regiões com surto do screwworm adote cuidados simples, como manter as feridas limpas e cobertas. Dr. Sheldon Campbell, especialista em doenças infecciosas da Universidade de Yale, recomenda o uso de roupas largas de manga longa, calças e meias, além de repelentes registrados pela EPA. “Use repelente de insetos aprovada pela EPA”, afirma.

Para quem pretende ficar em áreas rurais ou próximas a animais de criação, Campbell destaca a importância de tratar roupas com permetrina, um repelente que age contra insetos. Ele também recomenda dormir em ambientes protegidos, com telas em janelas e portas.

Cuidados em caso de ferimentos ou sinais de infestação

Se perceber que uma ferida está aumentando de tamanho, não cicatrizando ou apresentando a presença de larvas visíveis, o indicado é procurar atendimento médico imediatamente. Segundo o CDC, o tratamento consiste na remoção física das larvas do tecido afetado. “A intervenção rápida é fundamental para evitar complicações”, reforça a especialista Laurel Bristow, da Universidade Emory.

Perspectivas futuras e controle do inseto

O governo dos EUA, por meio do Departamento de Agricultura, anunciou a instalação de uma nova unidade de criação de moscas estéreis no Texas, com o objetivo de reforçar os esforços de erradicação do parasita. Esses programas já eliminaram a população do screwworm há mais de 50 anos no país.

De acordo com Bristow, embora infestações humanas sejam pouco frequentes, o principal risco ainda é para o setor de gado. “Especialmente para a indústria bovina, que pode ser afetada se os insetos se estabelecerem na região”, explica. O contato com a larva, além de causar dor, pode levar a infecções secundárias, caso o parasita permaneça no hospedeiro.

Autoridades reforçam que a população deve manter a vigilância, especialmente ao identificar sinais de infestação em feridas que não cicatrizam ou apresentam larvas. Manter a higiene adequada das feridas, evitar ambientes rurais desprotegidos e usar repelentes são dicas essenciais para quem viaja a áreas de risco.

Especialistas tranquilizam a população de que o risco imediato de transmissão comunitária nos Estados Unidos é baixo, mas alertam para a importância de medidas preventivas em viagens e para a atenção em ferimentos.

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