De acordo com a Agência Internacional de Energia (IEA), o Brasil deverá liderar um grande boom produtivo de petróleo na América do Sul nos próximos anos. O aumento será impulsionado por projetos em áreas estratégicas como o pré-sal brasileiro, o bloco Stabroek na Guiana e a Bacia de Neuquén na Argentina.
Impactos do aumento na produção de petróleo na América do Sul
A estimativa da IEA aponta que esses grandes projetos possuem potencial para transformar o panorama do setor petrolífero na região, aumentando a cadeia produtiva e a competitividade internacional. Essa expectativa é resultado de investimentos em exploração e tecnologia avançada nas áreas de maior potencial.
Segundo a agência, o crescimento se concentra principalmente na exploração de grandes reservatórios em águas profundas e na revitalização de campos maduros. “Esse boom será impulsionado pelo foco em projetos de alto risco e alto retorno, como os na área do pré-sal no Brasil”, afirmou a analista da IEA, Laura Fernandez.
Principais áreas de expansão na região
Brasil e seu pré-sal
O Brasil mantém a liderança na região, com uma produção crescente do petróleo de alta qualidade extraído do pré-sal. A expectativa é que a produção nacional avance significativamente até o final da década, favorecida por novos desenvolvimentos nas bacias de Santos e Campos.
Guiana e a Bacia de Neuquén
Na Guiana, o bloco Stabroek tem sido foco de investimentos estrangeiros, consolidando o país como um grande produtor regional. Já na Argentina, na Bacia de Neuquén, o aumento da produção ocorre graças à exploração de campos convencionais e não convencionais, como o shale oil.
Perspectivas futuras para o setor petrolífero na América do Sul
Especialistas avaliam que a ampliação da capacidade produtiva pode consolidar a região como um polo energético estratégico, aumentando sua influência no mercado mundial de petróleo. Além disso, o crescimento deve gerar impactos econômicos positivos, especialmente na geração de empregos e receitas fiscais.
A iniciativa também reforça a importância de investimentos tecnológicos e sustentáveis para aproveitar esses recursos de maneira eficiente e responsável, atendendo às demandas de transição energética globais.
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