Brasil, 29 de agosto de 2025
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Usuários enfrentam problemas com recarga do cartão Jaé

Passageiros do transporte municipal do Rio de Janeiro relatam falhas na recarga do cartão Jaé, afetando seus trajetos diários.

Os usuários do cartão Jaé, que é utilizado exclusivamente nos transportes públicos do município do Rio de Janeiro desde o dia 2 de agosto, estão enfrentando dificuldades com a recarga do saldo. Muitas pessoas relatam que, apesar de realizarem a compra de créditos, o saldo exibido no cartão é incompatível com o valor carregado, causando transtornos e atrasos nas rotinas diárias.

Relatos de usuários sobre problemas com saldo

Eliana Silva, por exemplo, recarregou seu cartão com R$20 na manhã da última sexta-feira (29), mas ao tentar embarcar em um ônibus, recebeu a mensagem de “saldo insuficiente”. “Dava saldo insuficiente,” conta Eliana, que já teve outras experiências problemáticas com a recarga do Jaé e precisou entrar em contato com o suporte no passado para resolver questões semelhantes.

Outro usuário, Pedro Dias, também compartilhou sua frustração. Aproveitando um dia de folga, ele foi a um posto de atendimento na Cidade Nova para entender o que havia acontecido com um crédito de R$50 que carregou em uma estação do BRT, mas que nunca foi computado no seu cartão. “Quando vou passar, dá saldo insuficiente. Estou tendo que pagar em dinheiro, mas quando é no BRT ou no VLT, tenho que descer,” revelou Pedro, ao sair do posto sem uma solução para seu problema.

Condições de uso e respostas da empresa

Helenice Lima também relatou sua insatisfação, mencionando que há alguns dias notou a “sumiça” de créditos do saldo do cartão. Cecília Araújo, em uma situação semelhante, carregou R$30, gastou R$18,80 e ficou sem saldo. Esses relatos evidenciam um problema generalizado que afeta a confiança dos usuários no sistema de bilhetagem.

Por sua vez, a empresa responsável pelo cartão Jaé inicialmente pediu os números de CPF dos reclamantes para investigar as queixas. Essa posição gerou a indignação do prefeito Eduardo Paes, que criticou a resposta da empresa durante uma entrevista ao apresentador Flávio Fachel, afirmando que “a próxima vez que o Jaé der uma resposta imbecil como esta à imprensa, pedindo o CPF de quem reclamou, eles vão tomar uma multa.”

Além de se desculpar, a empresa agora busca solucionar os problemas enfrentados pelos usuários. A Prefeitura do Rio também se manifestou, esclarecendo que algumas funcionalidades do cartão permitem que o passageiro viaje mesmo quando o saldo está zerado, com o valor sendo descontado na próxima recarga. Para evitar confusões futuras, foi informada a intenção de que o Jaé passe a exibir o saldo do cartão no momento do pagamento, algo que certamente facilitará a vida dos usuários.

Impacto no transporte público e próximas ações

Esses problemas com a recarga do cartão Jaé têm um impacto direto na mobilidade urbana e na qualidade do transporte público na cidade. Os usuários, que dependem do sistema para se locomover diariamente, estão se sentindo inseguros e desassistidos. É essencial que a Prefeitura e a empresa responsável pelo sistema de bilhetagem ajam rapidamente para resolver as questões, garantindo a satisfação e a confiança dos passageiros.

A situação tem levado muitos passageiros a reavaliarem suas opções de transporte, com alguns considerando a volta ao uso do dinheiro para evitar surpresas desagradáveis nas estações. A constante oscilação na funcionalidade do sistema de bilhetagem pode levar a um desgaste na relação entre a população e os serviços públicos essenciais.

O próximo passo para a Prefeitura e a empresa será não apenas a solução dos atuais problemas, mas a implementação de melhorias contínuas para evitar a repetição desses incidentes. O diálogo com os usuários e a transparência nas ações serão fundamentais para restabelecer a confiança no cartão Jaé e na eficiência do transporte municipal do Rio de Janeiro.

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