Os usuários do cartão Jaé, que é utilizado exclusivamente nos transportes públicos do município do Rio de Janeiro desde o dia 2 de agosto, estão enfrentando dificuldades com a recarga do saldo. Muitas pessoas relatam que, apesar de realizarem a compra de créditos, o saldo exibido no cartão é incompatível com o valor carregado, causando transtornos e atrasos nas rotinas diárias.
Relatos de usuários sobre problemas com saldo
Eliana Silva, por exemplo, recarregou seu cartão com R$20 na manhã da última sexta-feira (29), mas ao tentar embarcar em um ônibus, recebeu a mensagem de “saldo insuficiente”. “Dava saldo insuficiente,” conta Eliana, que já teve outras experiências problemáticas com a recarga do Jaé e precisou entrar em contato com o suporte no passado para resolver questões semelhantes.
Outro usuário, Pedro Dias, também compartilhou sua frustração. Aproveitando um dia de folga, ele foi a um posto de atendimento na Cidade Nova para entender o que havia acontecido com um crédito de R$50 que carregou em uma estação do BRT, mas que nunca foi computado no seu cartão. “Quando vou passar, dá saldo insuficiente. Estou tendo que pagar em dinheiro, mas quando é no BRT ou no VLT, tenho que descer,” revelou Pedro, ao sair do posto sem uma solução para seu problema.
Condições de uso e respostas da empresa
Helenice Lima também relatou sua insatisfação, mencionando que há alguns dias notou a “sumiça” de créditos do saldo do cartão. Cecília Araújo, em uma situação semelhante, carregou R$30, gastou R$18,80 e ficou sem saldo. Esses relatos evidenciam um problema generalizado que afeta a confiança dos usuários no sistema de bilhetagem.
Por sua vez, a empresa responsável pelo cartão Jaé inicialmente pediu os números de CPF dos reclamantes para investigar as queixas. Essa posição gerou a indignação do prefeito Eduardo Paes, que criticou a resposta da empresa durante uma entrevista ao apresentador Flávio Fachel, afirmando que “a próxima vez que o Jaé der uma resposta imbecil como esta à imprensa, pedindo o CPF de quem reclamou, eles vão tomar uma multa.”
Além de se desculpar, a empresa agora busca solucionar os problemas enfrentados pelos usuários. A Prefeitura do Rio também se manifestou, esclarecendo que algumas funcionalidades do cartão permitem que o passageiro viaje mesmo quando o saldo está zerado, com o valor sendo descontado na próxima recarga. Para evitar confusões futuras, foi informada a intenção de que o Jaé passe a exibir o saldo do cartão no momento do pagamento, algo que certamente facilitará a vida dos usuários.
Impacto no transporte público e próximas ações
Esses problemas com a recarga do cartão Jaé têm um impacto direto na mobilidade urbana e na qualidade do transporte público na cidade. Os usuários, que dependem do sistema para se locomover diariamente, estão se sentindo inseguros e desassistidos. É essencial que a Prefeitura e a empresa responsável pelo sistema de bilhetagem ajam rapidamente para resolver as questões, garantindo a satisfação e a confiança dos passageiros.
A situação tem levado muitos passageiros a reavaliarem suas opções de transporte, com alguns considerando a volta ao uso do dinheiro para evitar surpresas desagradáveis nas estações. A constante oscilação na funcionalidade do sistema de bilhetagem pode levar a um desgaste na relação entre a população e os serviços públicos essenciais.
O próximo passo para a Prefeitura e a empresa será não apenas a solução dos atuais problemas, mas a implementação de melhorias contínuas para evitar a repetição desses incidentes. O diálogo com os usuários e a transparência nas ações serão fundamentais para restabelecer a confiança no cartão Jaé e na eficiência do transporte municipal do Rio de Janeiro.