Brasil, 29 de agosto de 2025
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Trump enfrenta críticas de apoiadores MAGA após anúncio de entrada de estudantes chineses nos EUA

Decisão de Trump de permitir 600 mil estudantes chineses gera revolta entre apoiadores moldados pela pauta “America First”

O ex-presidente Donald Trump surpreendeu seus apoiadores ao anunciar a entrada de 600 mil estudantes chineses nos Estados Unidos, em meio às negociações comerciais com a China. A medida provocou forte reação negativa de aliados do movimento MAGA, que consideram a ação uma ameaça à postura protecionista defendida por Trump anteriormente.

Reversão de estratégia e reações da base MAGA

Durante uma entrevista na Casa Branca nesta segunda-feira, Trump afirmou que os estudantes chineses serão autorizados a ingressar no país, destacando a importância do número de 600 mil. “Vamos permitir que seus estudantes venham. Isso é muito importante”, declarou o ex-presidente, em claro contraste com sua postura anterior de restringir vistos para cidadãos chineses.

A decisão foi recebida com indignação por figuras proeminentes do movimento, que acusam Trump de abandonar o discurso “America First”. A congressista Marjorie Taylor Greene (R-Ga.) questionou: “Como colocar 600 mil estudantes chineses, que podem ser leais ao Partido Comunista, acima dos interesses americanos?” em uma publicação no X, antiga Twitter.

Polêmica e críticas ao foco econômico

Na última semana, analistas e apoiadores manifestaram preocupação com o que chamam de “abandonar o combate à China”. Laura Ingraham, apresentadora da Fox News, questionou o secretário de Comércio, Howard Lutnick, durante o programa The Ingraham Angle: “Como podemos falar em prioridade para os EUA ao permitir a entrada de tantos estudantes chineses?” Lutnick argumentou que a decisão partiu de uma visão econômica “racional”, defendendo que muitos desses estudantes frequentam as melhores universidades americanas, ajudando a fortalecer a economia do país.

Argumentos a favor da inclusão de estudantes chineses

Enquanto apoiadores mais radicais veem a medida como uma traição ao discurso protecionista, outros defendem que a presença de estudantes chineses é vital para a economia americana. Um usuário no X afirmou que a entrada desses estudantes poderia ajudar as universidades top a manter seu status, substituindo estudantes americanos em instituições de menor destaque.

Reações extremadas e discurso xenofóbico

Por outro lado, a reação da base mais conservadora foi marcada por discursos xenofóbicos e teorias da conspiração. A ativista Laura Loomer postou que “ninguém quer 600 mil chineses, que podem ser espiões comunistas, na América”, associando a medida ao controle chinês e à crise do COVID-19, que ela associa a um ato intencional de Beijing, uma narrativa que alimenta discursos de ódio contra asiático-americanos.

Outro exemplo de críticas exageradas veio de apoiadores que acusam Trump de hipocrisia, lembrando sua postura anterior de combater a “saque de empregos” pela China, e criticando o que consideram uma contradição na decisão de abrir as portas para estudantes vindos de uma nação comunista.

Futuro incerto para a relação entre Trump e base MAGA

Até o momento, a equipe de Trump não comentou oficialmente a controvérsia. A decisão desafia a narrativa de uma forte postura contra a China adotada durante seu mandato e revela possíveis dificuldades em manter a fidelidade do eleitorado mais radical, que ainda valoriza o discurso de “America First”.

Especialistas indicam que essa mudança sinaliza uma tentativa de Trump de equilibrar interesses econômicos e diplomáticos, mas mostra também a fragilidade de sua imagem junto ao segmento mais conservador, que espera ações mais duras contra Pequim.

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