Brasil, 29 de agosto de 2025
BroadCast DO POVO. Serviço de notícias para veículos de comunicação com disponibilzação de conteúdo.
Publicidade
Publicidade

Suspensão de envios postais para os EUA causa transtornos ao redor do mundo

Anunciada por Trump, medida afeta remessas internacionais, incluindo cartas simples, e gera confusão e custos extras para consumidores

Milhares de pessoas no Brasil, Filipinas, Reino Unido e outros países enfrentam dificuldades ao tentar enviar encomendas e correspondências para os Estados Unidos devido à suspensão temporária do serviço postal internacional, impostas após a decisão do presidente Donald Trump de acabar com as isenções de tarifas para pequenas importações.

Impacto na rotina de envio de cartas e encomendas

Brian West, aposentado na Tailândia, relatou que tentou renovar sua carteira de motorista enviando documentação por correio, mas o serviço postal local se recusou a despachar os itens. Ele afirmou que, se as restrições persistirem, terá que pagar cerca de US$ 50 (R$ 270) por um courier, além do transtorno de esperar uma decisão oficial.

Medidas globais e dificuldades enfrentadas

O Thailand Post suspendeu temporariamente o envio de correspondências para os EUA, enquanto seus parceiros aguardam esclarecimentos sobre a aplicação da ordem executiva de Trump, que passa a exigir tarifas para todas as encomendas de baixo valor — eliminando a isenção de até US$ 800 (R$ 4.330), usada por anos por consumidores e comerciantes.

Reações de consumidores e comerciantes

Tonya Kemp, que importa doces especiais para sua loja na Virgínia, afirmou que, sem previsão de retorno do serviço postal, ela considera alternativas mais caras, como envio via UPS ou FedEx, o que elevaria os custos e poderia afetar a demanda. “Não é o fim do mundo, mas é uma situação muito irritante”, comentou.

Já o empresário Giovanni Castro, de Baguio, nas Filipinas, revelou que suas vendas para os EUA, responsáveis por 90% de suas encomendas, podem ser prejudicadas se os custos de envio aumentarem demais, levando-o a suspender temporariamente suas remessas.

Consequências econômicas e comerciais

A medida do governo americano visa coibir a prática de varejistas chineses como Shein e Temu, que vendem produtos baratos e isentos de tarifas na entrada nos EUA. Desde sexta-feira, qualquer produto enviado ao país deve pagar tarifas padrão, o que tem elevado custos de importação e causado dificuldades ao comércio digital global.

Segundo especialistas, a suspensão dos envios é uma resposta às disputas comerciais e à tentativa de fechar brechas na fiscalização alfandegária. Entretanto, ainda não há previsão de retomada total do serviço postal internacional, o que preocupa consumidores e pequenas empresas que dependem dessas remessas.

Perspectivas e próximos passos

Autoridades postais e comerciais de diversos países acompanham de perto a implementação da nova regra dos EUA, enquanto esperam esclarecimentos oficiais sobre quando e como as restrições serão regularizadas. Para muitos, a preocupação é que o aumento de custos e a incerteza prejudiquem negócios e trocas culturais.

Mais detalhes sobre a extensão do impacto poderão ser acompanhados na reportagem completa.

PUBLICIDADE

Institucional

Anunciantes