Brasil, 30 de agosto de 2025
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STF nega pedido de liberdade do ex-jogador Robinho

Supremo Tribunal Federal decide manter prisão do jogador condenado por estupro; defesa alega questões legais em jogo.

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, em uma sessão que atraiu a atenção do Brasil, negar por 10 votos a 1 o pedido de liberdade apresentado pela defesa do ex-jogador Robinho. Essa decisão foi resultante de um habeas corpus que estava sendo analisado pela Corte desde a última sexta-feira. Com o julgamento finalizado, Robinho continuará cumprindo sua pena após ser condenado por estupro em 2017.

Contexto do julgamento e decisão do STF

O julgamento sobre a liberdade de Robinho foi encerrado com os votos dos ministros Luís Roberto Barroso e Nunes Marques, que seguiram a recomendação do relator, ministro Luiz Fux. Junto a eles, os ministros Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Dias Toffoli, Cármen Lúcia, André Mendonça, Flávio Dino e Cristiano Zanin também concordaram com a manutenção da prisão. Apenas Gilmar Mendes foi o único a votar a favor do pedido da defesa.

Essa decisão reafirma as implicações legais em torno do caso, que continua a ser um dos mais comentados no cenário esportivo e jurídico brasileiro. Robinho foi condenado por um crime praticado em 2013, enquanto atuava na Europa, provocando debates acalorados sobre a eficácia das leis e medidas corretivas no país.

A condenação de Robinho e as alegações de sua defesa

Robinho foi condenado por um estupro contra uma jovem albanesa em uma boate em Milão. A defesa do jogador sempre contestou as acusações, alegando que a relação foi consensual. Em 2022, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) autorizou que Robinho cumprisse sua pena de nove anos de prisão no Brasil, além de determinar sua prisão imediata, adicionando mais complexidade a um caso já carregado de controvérsia.

O advogado de defesa recorreu ao STF em busca de um habeas corpus que libertasse Robinho, mas a solicitação foi rejeitada tanto pelo relator quanto pelo plenário da Corte, que pela votação final decidiu, com uma maioria significativa, pela manutenção da prisão.

Questões legais e aspectos processuais em debate

Os advogados apresentaram embargos de declaração, uma ferramenta jurídica que busca esclarecer pontos não abordados na decisão. Um dos argumentos centrais do recurso diz respeito a um voto dado por Gilmar Mendes, que sugeria que a legislação penal não pode retroagir para prejudicar o réu. A defesa sustenta que as mudanças na Lei de Migração, de 2017, que permitiram a aplicação de sentenças estrangeiras no Brasil, devem ser vistas com cautela, uma vez que a nova regra não poderia ser aplicada retroativamente ao caso de Robinho, já que ocorreu um crime anterior a essa legislação.

Contudo, a maioria dos ministros do STF entendeu que a alteração na lei tinha caráter processual, e, portanto, não haveria frente legal impeditiva para a aplicação da lei em questão no caso de Robinho. A discussão em torno da aplicação da Lei de Migração gerou um intenso debate sobre como o Brasil lida com crimes cometidos por brasileiros no exterior e como as leis se adaptam a esses casos.

Impacto e repercussões

A decisão de manter Robinho preso não só reafirma a importância do devido processo legal, mas também levanta questões sobre a imagem pública de figuras proeminentes, especialmente quando envolvidas em acusações tão graves. O ex-jogador se tornou uma figura polarizadora, e sua situação continua a ser um foco de discussão nas redes sociais e na mídia.

A sociedade brasileira agora observa de perto as próximas etapas legais que Robinho poderá executar e como este caso poderá impactar futuras decisões sobre figuras públicas em situações semelhantes. O desfecho deste caso continua a ser aguardado, e a repercussão do julgamento no STF deve ecoar por um bom tempo na arena esportiva e legal do Brasil.

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