Brasil, 29 de agosto de 2025
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STF autoriza transferência de Aécio Lúcio Costa Pereira para prisão mais próxima da família

Ministro Alexandre de Moraes autoriza mudança de presídio para Aécio Lúcio Costa Pereira, condenado por atos golpistas em 8 de janeiro.

Em uma decisão recente, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a transferência de Aécio Lúcio Costa Pereira, o primeiro réu condenado pelo STF por sua participação nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Aécio, que estava preso no complexo penitenciário da Papuda, em Brasília, será transferido para o Centro de Detenção Provisória II, em Guarulhos, no estado de São Paulo, de forma a ficar mais perto de sua família, que reside em Diadema, também em São Paulo.

Decisão do STF e fundamentos legais

A decisão de Moraes foi fundamentada no artigo 41 da Lei 7.210/84, que prevê o direito do preso à visita de cônjuge, parentes e amigos. “É razoável a sua transferência para estabelecimento prisional mais próximo de sua família”, escreveu Moraes em sua decisão, ressaltando a importância mantê-lo mais próximo dos familiares durante o cumprimento da pena.

Aécio foi condenado a 17 anos de prisão por diversos crimes, incluindo dano qualificado, deterioração de patrimônio público tombado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e associação criminosa. Seu julgamento expôs riscos significativos à democracia brasileira, conforme destacado pelo ministro Luís Roberto Barroso, que enfatizou a gravidade dos eventos de 8 de janeiro.

A ênfase nos direitos humanos e a proximidade familiar

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, apoiou a solicitação de Aécio para a mudança de presídio, afirmando que não há impedimento legal para a transferência, uma vez que atende à proteção constitucional da família. O parecer foi enviado ao STF em meados de setembro, antes da recente decisão de Moraes.

“Não se verifica impedimento para a transferência do cumprimento da pena para estabelecimento penal situado nas proximidades do domicílio do executado, medida que atende à garantia constitucional de proteção à família”, destacou Gonet, reforçando as diretrizes legais que respaldam a decisão do STF.

Contexto dos atos golpistas

Aécio Lúcio Costa Pereira foi flagrado participando dos atos de 8 de janeiro, onde estava usando uma camiseta com a inscrição “intervenção militar já”. Em um vídeo gravado naquele dia, ele foi visto sentado na Mesa Diretora do Senado, promovendo uma mensagem de encorajamento aos demais manifestantes, afirmando, “Vai dar certo, não vamos desanimar”. Ele estava em Brasília a convite de amigos que estavam envolvidos em acampamentos em frente a quartéis durante o período. Sua prisão em flagrante realizada pela Polícia do Senado Federal foi um momento crucial na repressão aos atos golpistas.

A PGR relatou que Aécio teria comparecido ao QG do Exército e realizado uma doação de R$ 380 ao grupo Patriotas, que ajudava a transportar pessoas para Brasília para os protestos e manifestações.

Consequências e impacto para a democracia

Além de sua condenação, os eventos de 8 de janeiro foram considerados um ataque direto à democracia brasileira. A ação dos manifestantes, que invadiram prédios dos três poderes da República, expôs fragilidades na segurança e na proteção das instituições democráticas. A imagem do plenário do Supremo, que foi danificado durante os ataques, se tornou um símbolo da devastação causada por esses atos violentos.

O julgamento e condenação de Aécio Lúcio Costa Pereira sinalizam para um esforço maior das autoridades brasileiras em responsabilizar aqueles que atentam contra as instituições democráticas. A história dos eventos de 8 de janeiro ainda está sendo escrita e análise contínua sobre a segurança e o estado da democracia no país está em processo de avaliação.

A transferência de Aécio para um presídio mais próximo de sua família não apenas reflete a aplicação das leis de maneira justa, mas também sublinha a complexidade das circunstâncias que cercam a questão dos direitos dos detentos em relação aos crimes cometidos. O país permanece atento às próximas etapas deste caso, especialmente no que diz respeito à preservação da ordem democrática e à justiça.

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