Brasil, 29 de agosto de 2025
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Senador Carlos Viana fala sobre CPMI do INSS e impacto da fraudes

O presidente da CPMI, Carlos Viana, discute fraudes do INSS e os desafios da investigação em entrevista ao Metrópoles.

O senador Carlos Viana (Podemos-MG), atual presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), utilizou um espaço no Metrópoles Entrevista para compartilhar suas expectativas acerca da investigação sobre as fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Durante a conversa, ele também abordou questões sobre a possível restrição de credenciais de jornalistas que não respeitarem a Lei de Proteção de Dados e a recente saída de senadores que desejam se afastar da CPMI, incluindo figuras como Renan Calheiros (MDB-AL) e Omar Aziz (PSD-AM).

Presidência da CPMI e a proteção de dados

Em entrevista, Viana destacou sua posição frente à imprensa, afirmando que não atua como jornalista, mas sim como presidente da CPMI, enfatizando a necessidade de cumprir regras e manter a privacidade das informações. Ele defendeu que a proteção do sigilo telefônico é uma prerrogativa legal que deve ser respeitada, ponderando sobre a possibilidade de cassar credenciais de veículos de comunicação que invadam essa privacidade. “Ao mesmo tempo em que se exige o cumprimento da lei, se levanta a questão do desrespeito à privacidade alheia”, comentou.

Na perspectiva de Viana, o julgamento de sua postura poderia gerar desconfortos, principalmente com o Supremo Tribunal Federal, mas ele se mostrou confiante de que sua posição é respaldada legalmente, enfatizando que os parlamentares têm o direito de solicitar a proteção de suas informações privadas.

Os desafios da CPMI e a convocação de testemunhas

Sobre os trabalhos da CPMI, Viana esclareceu que não houve acordo para blindar indivíduos associados ao governo, como o irmão do presidente Lula, Frei Chico. Ele garantiu que a convocação de qualquer testemunha ou investigado será baseada na relevância do seu envolvimento nas fraudes. “Se algum nome surgir que tenha relevância nos desfalques, nós iremos convocar sim”, afirmou.

Seja parente de parlamentar ou não, Viana se comprometeu a esclarecer qualquer indício que surja durante as investigações. Ele ressaltou também o objetivo da comissão de não permitir que a CPMI se torne um palco para disputas políticas e ideológicas, mantendo o foco nas provas e na verdade sobre as fraudes.

Investigação envolvendo bancos e sindicatos

A CPMI se comprometeu a investigar não apenas as fraudes envolvendo o INSS, mas também as irregularidades cometidas por sindicatos e instituições financeiras. “A primeira fase vai focar nas denúncias ligadas aos sindicatos e associações, e depois, partiremos para as investigações relacionadas aos bancos”, explicou.

Viana reafirmou a importância de investigar todos os envolvidos nas denúncias de irregularidades relacionadas a descontos indevidos, alertando que, se houver a necessidade, os bancos também serão convocados para prestar esclarecimentos.

Impacto político e a debandada de senadores

A saída de alguns senadores, segundo Viana, não esvazia o trabalho da CPMI, pelo contrário, ele acredita que isso revela um receio em relação ao desdobramento das investigações. Viana mencionou que a estrutura da CPMI foi pensada para garantir respostas diante da quantidade alarmante de dinheiro que desapareceu dos cofres públicos, e que a pressão de senadores que abandonam a comissão pode ser um reflexo da necessidade de apurar os fatos de forma correta.

“Os fatos são evidentes e o desejo da população é por respostas. Mesmo que haja uma tentativa de minar a CPMI, a verdade deve prevalecer e as investigações seguirão”, declarou Viana, reafirmando a importância do papel da comissão em esclarecer as fraudes no INSS.

Expectativas para o futuro político

Por fim, Carlos Viana, que se prepara para a reeleição em 2026, acredita que a condução da CPMI pode impactar diretamente sua trajetória política. Ele enfatizou sua intenção em cumprir seu papel dentro da comissão, ciente de que sua atuação será observada e que os resultados das investigações terão repercussões nas eleições futuras. “A CPMI é uma espada de dois gumes, mas o que importa é que, ao final, a verdade apareça”, concluiu.

Em um momento de grande polarização política, Viana tem se posicionado nos bastidores para manter o foco nas irregularidades encontradas, buscando não apenas resolver a questão das fraudes, mas também trazer justiça e transparência ao processo.

Leia a íntegra da entrevista aqui

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