Não sou natural de Nova Orleans, mas vivi e trabalhei aqui desde 1999. Minha vida mudou drasticamente ao dar à luz meu filho, Hector, no dia antes do furacão Katrina atingir a cidade em 2005.
O momento que marcou uma nova fase na minha vida e na cidade
Meu primeiro sinal de trabalho foi na manhã de 28 de agosto, enquanto comprava picolés no mercado Mattassa’s. No dia seguinte, às 7 horas da manhã, já tinha meu filho Hector no hospital Touro Infirmary, pouco antes do Katrina tocar Nova Orleans como uma tempestade de categoria 3.
A enchente e a catástrofe
Na noite de domingo, enquanto descansávamos no hospital, ouvimos gritos de uma mulher do outro lado do corredor. Sua família no Lower 9th Ward tinha se refugiado no sótão enquanto as águas invadiam a cidade, consequência de uma falha na represa em Jourdan Avenue, que despejou 20 pés de água na vizinhança.
Displacement e busca por um novo lar
A família deixou Nova Orleans na quarta-feira seguinte, indo para o Arizona, onde ficamos por 11 meses. A ausência da chuva e o contato com rochas e cactos deram uma sensação de estar em outro planeta. Conheci comunidades e construí amizades enquanto tentávamos reconstruir nossas vidas longe de casa.
A despedida de Phoenix e o retorno
Em julho de 2006, partimos de Phoenix e seguimos numa caravana rumo a Texas, onde ficamos por mais um ano. Hector nunca esqueceu Nova Orleans, e o processo de reconstrução da cidade começou a acontecer com o esforço de moradores, trabalhadores e novas comunidades.
Transformações após o Katrina
A volta à cidade envolveu trabalho árduo: contratar, reformar, encontrar moradia acessível, enquanto o custo de vida subia rapidamente. A história de Katrina é também uma história de resistência e esperança de quem busca reconstruir os laços com a cidade amada.
Segundo fontes locais, a resiliência dos nova-iorquinos foi uma força motriz na reconstrução do bairro, enfrentando os desafios de uma das maiores tragédias ambientais e sociais do país.