Brasil, 29 de agosto de 2025
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Professora em coma após ataque de zelador em Salvador

Vítima foi gravemente agredida e reside em estado crítico; zelador suspeito está sob custódia.

Em um trágico incidente que chocou a comunidade do Rio Vermelho, em Salvador, uma professora de 41 anos permanece em coma induzido após ser brutalmente agredida por um zelador do prédio onde reside. O agressor, identificado como Osvaldo Conceição, de 39 anos, tentou fugir do local após o ataque, mas acabou se ferindo no processo e foi levado para o Hospital Geral do Estado (HGE). Ele recebeu alta médica e será apresentado em audiência de custódia nesta sexta-feira (29), acusado de tentativa de feminicídio e de causar danos qualificados ao utilizar uma substância inflamável.

Detalhes do ataque e suas consequências

Na manhã de quarta-feira (27), câmeras de segurança do prédio capturaram a sequência horrenda de eventos que culminaram na agressão a Núbia Pimentel. Inicialmente, às 5h25, o zelador chegou cambaleando ao edifício. Ele foi filmado circulando pelas dependências até as 5h29, quando saiu e retornou cerca de uma hora depois, já com um galão de gasolina. O vídeo mostra o momento em que ele desceu de uma motocicleta e, com o galão em mãos, se deslocou até o elevador.

Às 6h35, uma explosão e fumaça densa foram registradas após ele despejar o combustíveis e atear fogo na porta de alguns moradores. O pânico tomou conta do prédio e, enquanto os residentes tentavam escapar, o zelador pulou de uma área de recreação para a garagem, onde se feriu. Ele foi socorrido e levado ao HGE, onde recebeu tratamento para suas lesões antes de ser colocado sob custódia.

A vítima e seu estado de saúde

Atualmente, Núbia Pimentel continua internada em estado crítico. Ela sofreu múltiplas fraturas, principalmente na região da face, e os médicos indicam que seu prognóstico é reservado. A situação da professora é um lembrete alarmante da violência que pode existir em ambientes aparentemente seguros, como prédios residenciais.

Motivações por trás do crime

A suspeita de que a possível demissão do zelador motivou sua brutalidade está sendo investigada. Moradores do prédio relataram ter trocado mensagens sobre a possibilidade de trocá-lo por um novo funcionário, uma conversa que certamente chegou até Osvaldo. Ele trabalhava no condomínio há mais de dez anos e estava morando nas instalações do prédio juntamente com sua família.

Além disso, a professora Núbia já havia registrado uma queixa de assédio contra o zelador em janeiro deste ano, após receber um convite inapropriado dele para um encontro em um aplicativo de mensagens. Essa queixa foi anotada em um livro de ocorrências do condomínio, mas não houve uma ação efetiva por parte da administração do prédio, o que levanta questões sérias sobre a responsabilidade na proteção dos moradores.

Reação da comunidade

A brutalidade do ataque e a situação da professora geraram uma onda de indignação entre os moradores do Rio Vermelho. A possibilidade de demissão do zelador foi vista por muitos como uma questão que poderia, de alguma forma, ter evitado a tragédia. O síndico do edifício, que teve conhecimento das queixas contra o funcionário, disse em entrevistas que nenhuma medida além do registro da queixa foi tomada. Isso gerou um diálogo sobre a necessidade de protocolos mais rigorosos para a segurança dos residentes e a responsabilidade dos condomínios em casos de assédio.

Com o aumento da violência contra mulheres sendo um tema extremamente relevante no Brasil, este incidente destaca a urgência de ações não apenas punitivas, mas preventivas, que possam oferecer suporte e segurança ao público feminino. A falta de intervenções adequadas em casos de assédio pode ter consequências devastadoras, como demonstrado pela situação de Núbia Pimentel.

Por fim, a comunidade aguarda com expectativa o andamento do processo judicial contra Osvaldo Conceição, que deverá ser informado das acusações em sua audiência de custódia. A vida da professora ainda está em jogo, enquanto o ciclo de violência e suas implicações para a sociedade brasileira permanecem em discussão.

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