Segundo o historiador Grinberg, a partir de 1871, com a Lei do Ventre Livre, e especialmente após o regulamento de 1872, pessoas escravizadas no Brasil começaram a abrir poupanças na Caixa Econômica.” Na maioria dos casos, esses depósitos eram utilizados para financiar a compra da liberdade ou a libertação de familiares”, explica o especialista.
Contexto histórico das poupanças de escravizados
O processo ocorreu no contexto da abolição gradual da escravidão, quando alguns escravizados passaram a acumular recursos com a finalidade de obter sua libertação. Essa prática era comum entre aqueles que conseguiam economizar parte de seu trabalho e receber ajuda de familiares ou aliados.
Repercussões e investigações atuais
Recentemente, o Ministério Público Federal (MPF) intimou a Caixa Econômica Federal a explicar o destino das poupanças de escravizados, em uma iniciativa que busca compreender o uso desses recursos durante o período de transição para a liberdade (saiba mais em G1).
Impactos históricos e atuais
Essa investigação ajuda a entender não apenas a história dessas poupanças, mas também a reflexão sobre o legado social e econômico da escravidão no Brasil. Muitas dessas poupanças representam hoje um importante capítulo da luta por liberdade e direitos civis.
Perspectivas futuras
Especialistas indicam que a transparência sobre o destino dessas poupanças pode contribuir para o reconhecimento de direitos e reparações às comunidades afetadas. Além disso, evidencia a importância de valorizar a história do trabalho e da resistência dos escravizados no país.