Brasil, 29 de agosto de 2025
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PCC usa fintechs e contas bolsão para lavar dinheiro, revela PF

Operação da Polícia Federal desmantela esquema bilionário do PCC envolvendo fintechs e contas ocultas

A Polícia Federal (PF) desarticulou nesta quinta-feira um esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC), que utilizava gestoras e fintechs com contas bolsão para esconder recursos ilícitos. A operação, batizada de Carbono Oculto, cumpriu mandados de prisão e busca e apreensão em sete estados do Brasil.

Como o esquema funcionava entre fintechs e o PCC

Segundo as investigações, criminosos usavam gestores e fintechs para mascarar movimentações financeiras ilegais. As chamadas “contas bolsão” permitiam que as fintechs se apresentassem como titulares de contas em bancos credenciados, mas operassem diversas subcontas sem vínculo direto com essas instituições bancárias.

Essas subcontas, utilizadas pelos criminosos, dificultavam o rastreamento por parte das autoridades. Conforme a Receita Federal, esse mecanismo impedía a fiscalização do fluxo de recursos e dificultava a identificação dos valores movimentados por cada cliente final nas plataformas financeiras.

Sistemas utilizados pelo PCC para dissimular operações ilegais

A operação revelou que as fintechs eram empregadas para realização de operações de compensação financeira entre distribuidoras e postos de combustíveis, além de pagamentos relacionados a fundos de investimentos controlados pelo PCC. O esquema também era utilizado para pagamento de colaboradores e gastos pessoais dos principais operadores do grupo criminoso.

“Era dessa forma que as operações de compensação financeira entre as distribuidoras e os postos de combustíveis eram realizadas, assim como compensações financeiras entre as empresas e os fundos de investimentos administrados pela própria organização criminosa. A fintech era usada ainda para efetuar pagamentos de colaboradores e de gastos e investimentos pessoais dos principais operadores do esquema”, afirmou a Receita Federal em nota.

Impacto na fiscalização e controle do dinheiro ilícito

A investigação aponta que esse tipo de operação dificultou o rastreamento das movimentações financeiras, protegendo o crime organizado de possíveis quebras de sigilo e bloqueios judiciais. As contas bolsão criaram uma espécie de labirinto financeiro que impede a fiscalização do fluxo de recursos pelo sistema de controle financeiro do país.

Repercussões e próximos passos

A operação da PF reforça a importância de reforçar o combate ao uso de fintechs para ilícitos e a necessidade de aprimorar mecanismos de fiscalização nesse setor. Autoridades prometem continuar as investigações para desmontar completamente a estrutura do esquema e impedir que o PCC continue usando fintechs como fachada para lavagem de dinheiro.

Para mais detalhes sobre o funcionamento das contas bolsão e o impacto do esquema no setor financeiro, acesse a matéria completa no GLOBO.

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