Brasil, 29 de agosto de 2025
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Mulher é condenada a mais de 9 anos por tentativa de homicídio

Condenação ocorreu após a mulher tentar matar o ex-marido para herdar bens; também envolvido um amante. Crime chocou a comunidade.

No Brasil, um caso chocante vem chamando a atenção da sociedade. Uma mulher de 44 anos foi condenada a mais de nove anos de prisão pela tentativa de homicídio de seu ex-marido, um homem de 40 anos, que também é réu no processo. O crime ocorreu no Fórum de Gurupi, no estado do Tocantins, e o julgamento revelou motivações que levantam questões sobre a natureza humana e o amor. A decisão, de acordo com o Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO), ainda cabe recurso.

Cenário do crime e motivações

Segundo relatos do processo, a condenada orquestrou a tentativa de homicídio com a intenção de herdar os bens e a pensão do ex-marido. Os dois estiveram casados por 11 anos, mas estavam separados há quatro anos. A mulher convenceu o ex-parceiro a reatar o relacionamento e a se mudarem do município de Sucupira para Gurupi, continuando, porém, um relacionamento extraconjugal com outro homem, que também foi condenado.

Como o crime ocorreu

A tentativa de homicídio foi planejada e realizada no dia 5 de dezembro de 2024. A mulher facilitou a entrada do amante na casa onde morava com a vítima, no setor Leste, em Gurupi. Durante o crime, os dois tentaram asfixiar o marido da mulher com um lençol e um travesseiro. No entanto, a vítima, que possui deficiência física e não tem as duas pernas, conseguiu gritar por socorro, frustrando os planos dos réus.

O julgamento e a condenação

O júri popular, realizado no dia 27 de setembro, decidiu pela condenação da mulher, que foi presidido pelo juiz Jossanner Nery Nogueira Luna. A pena imposta foi de 9 anos e 6 meses de prisão, em regime fechado, enquanto o cúmplice recebeu uma condenação de 8 anos, 3 meses e 23 dias em regime semiaberto.

Os jurados chegaram a um consenso de que o crime teve um interesse financeiro evidente e que a tentativa de homicídio foi realizada de forma astuciosa, dificultando a defesa da vítima em razão da sua condição física. Além disso, considerou-se que a mulher enganou o ex-marido poucos dias após a mudança para Gurupi, o que evidencia a frieza e a premeditação do crime.

Direito à defesa e repercussão do caso

A Defensoria Pública, que ofereceu assistência à condenada, optou por não comentar as decisões judiciais, mas reafirmou que todos têm direito à defesa conforme a Constituição Federal. Atualmente, a defesa do segundo réu está sendo contatada pelo g1 para um posicionamento sobre o caso

Além da pena de prisão, a vítima deverá receber de cada um dos réus a quantia de R$ 25 mil por danos morais, uma compensação que, embora não traga de volta o que foi perdido, ao menos reconhece o sofrimento pelo qual passou.

Reflexão sobre a violência e os relacionamentos

Este caso levanta não apenas questões jurídicas, mas também sociais e psicológicas. Como uma relação amorosa pode chegar a esse nível de traição e violência? Quais fatores individuais e sociais contribuem para que esse tipo de crime ocorra? A história é um triste lembrete de que, por trás dos relacionamentos, pode haver interesses obscuros que se sobrepõem ao afeto e à empatia.

A condenação e a repercussão desse caso reforçam a necessidade de discussão sobre a violência em relacionamentos e a proteção dos mais vulneráveis. O papel da justiça é fundamental para coibir práticas como essa e garantir que todos, independentemente da sua condição, tenham seus direitos preservados.

Enquanto a sociedade digere as implicações desse crime, o Tribunal de Justiça do Tocantins e a Defensoria Pública seguem seu trabalho na busca por justiça e equidade. Este caso será, sem dúvida, uma referência para discussões futuras sobre crime e punição, além de servir como alerta para histórias de traição e desconfiança que podem ter consequências devastadoras.

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