Brasil, 30 de agosto de 2025
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Lula anuncia conselho para proteção das terras raras brasileiras

Presidente Lula cria conselho para discutir o uso estratégico das terras raras, essenciais para tecnologia e economia nacional.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, nesta sexta-feira (29/8), a criação de um conselho para a proteção e discussão sobre o uso das terras raras brasileiras. A declaração do presidente ocorreu durante a inauguração do Centro de Tecnologia e Inovação Agroindustrial da empresa Acelen Agripark, em Montes Claros, no estado de Minas Gerais.

“Esse negócio de materiais críticos, minerais críticos, terras raras. Eu nunca tinha ouvido falar nisso. De repente aparecem os caras lá falando: ‘Não porque os minerais críticos’. Eu nem sabia que mineral falava, como ele é crítico?”, brincou o presidente, destacando a falta de conhecimento prévio sobre a importância desses elementos.

“Eu descobri que são coisas muito valiosas que a gente tem e que nunca tomamos conta disso. Então, na semana que vem, já tenho uma reunião marcada com o seu Alexandre [Silveira, ministro de Minas e Energia], com Rui Costa [ministro da Casa Civil], com o Conselho Nacional de Política Mineral. Eu vou criar um conselho ligado à Presidência da República, e ninguém vai colocar o dedo nos nossos minerais críticos”, salientou.

As terras raras, um grupo de 17 elementos químicos, são considerados valiosos e difíceis de extrair. Eles têm sido cada vez mais reconhecidos como estratégicos, devido ao seu uso em tecnologias modernas, como veículos elétricos, turbinas eólicas e equipamentos militares. Essa nova atenção governamental busca não apenas proteger essas reservas, mas também controlar sua exploração, garantindo que o Brasil não perca o controle sobre suas riquezas naturais.

A importância das terras raras na economia global

O interesse global por terras raras tem crescido devido à crescente demanda por tecnologias sustentáveis e inovadoras. O Brasil, possui reservas significativas desses minerais, mas sua exploração até agora tem sido limitada. A criação do conselho é vista como um passo importante para fomentar a pesquisa e o desenvolvimento de políticas que garantam sua utilização sustentável.

Além disso, a administração atual já indica um desejo de explorar essas riquezas em negociações internacionais. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, mencionou recentemente que as terras raras poderiam ser um ponto de negociação com os EUA, enfatizando a necessidade de inserir novamente o Brasil nas discussões sobre recursos naturais estratégicos.

Desafios e oportunidades

Embora as terras raras ofereçam inúmeras oportunidades para o desenvolvimento econômico, sua exploração apresenta desafios significativos. A extração desses minerais tem impactos ambientais sérios e deve ser realizada com cuidado para evitar danos irreversíveis ao ecossistema. Os novos parâmetros propostos pelo conselho devem incluir diretrizes rigorosas sobre a exploração sustentável desses recursos.

Iniciativas complementares no setor agrícola

Na mesma ocasião, Lula também participou da implantação de um centro de pesquisa voltado para a utilização da macaúba na produção de Combustível Sustentável de Aviação (SAF) e Diesel Verde (HVO). Este projeto, que recebeu um investimento superior a R$ 300 milhões — sendo R$ 258 milhões financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico (BNDES) — reflete o esforço do governo para diversificar a matriz energética brasileira e promover práticas agrícolas sustentáveis.

A criação do centro de pesquisa é um exemplo claro de como o Brasil está buscando inovar e se posicionar no mercado global de energia e tecnologia, utilizando suas riquezas de maneira responsável e sustentável. As iniciativas de Lula visam não apenas o crescimento econômico, mas também a preservação ambiental, um aspecto cada vez mais relevante nas discussões políticas atuais.

O futuro do Brasil em relação às terras raras ainda está se formando, mas os passos dados até agora indicam uma intenção clara de explorações cuidadosas que possam beneficiar tanto a economia nacional quanto as gerações futuras. A implementação do conselho e as iniciativas em torno da energia sustentável são promissoras e devem ser monitoradas de perto nos próximos anos.

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