No último domingo, a La Liga enviou uma denúncia à Polícia Nacional da Espanha após ataques racistas direcionados a Vinícius Júnior e Kylian Mbappé, durante a partida entre Real Madrid e Oviedo, válida pelo Campeonato Espanhol. O evento ocorreu no Estádio Carlos Tartiere, onde torcedores emitiram cânticos imitando sons de macacos, e essas ofensas foram registradas em várias ocasiões ao longo do jogo.
Queixa formal e evidências coletadas
A queixa formal da La Liga foi encaminhada ao Comissariado Geral da Polícia Nacional. Ela inclui provas como trechos do programa “El Día Después”, da Movistar TV, que analisou a partida, além de vídeos que rapidamente se espalharam nas redes sociais. Essa medida foi uma das mais rigorosas adotadas pela entidade para combater a crescente onda de racismo no futebol espanhol, e vem acompanhado de um apelo por mudanças efetivas no comportamento das torcidas.
Detalhes dos ataques nos estádios
As imagens reveladas no programa espanhol mostram claramente os gritos com imitações de macacos provenientes da torcida em dois momentos distintos da partida. O primeiro incidente ocorreu durante a comemoração do gol de Mbappé, quando um som excessivo de imitação, mesmo não sendo um coro coletivo, foi claramente ouvido pelas câmeras de transmissão. Este ato isolado, no entanto, não deixou de ser um impacto negativo em um ambiente que deveria ser de celebração e esportividade.
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Minutos mais tarde, no segundo tempo, Vinícius Júnior entrou em campo, e o mesmo tipo de som racista foi novamente escutado. Durante toda a partida, o atacante brasileiro também foi alvo de insultos e hostilidades direcionadas por uma parte significativa da torcida local, o que aumentou a tensão no estádio e levou à insatisfação das autoridades presentes.
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O racismo no futebol e o caso de Vinícius Júnior
O brasileiro Vinícius Júnior tem sido alvo recorrente de abusos racistas em estádios da Espanha, situação que se agravou nos últimos anos, levando a um clamor por mais ação e justiça. Em uma coletiva de imprensa em março de 2024, emocionado, o atacante de 25 anos revelou que sua experiência com o racismo estava se tornando intolerável, o que levou a um sentimento crescente de desespero e uma diminuição em sua vontade de continuar a jogar futebol.
Esses eventos chamam a atenção não apenas para os problemas sistêmicos de racismo no esporte, mas também para a necessidade urgente de que clubes, torcedores e autoridades se unam em uma luta pela igualdade e respeito dentro e fora dos estádios. As reações à denúncia da La Liga serão monitoradas de perto, enquanto o futebol mundial enfrenta um momento decisivo na batalha contra o racismo.
À medida que se avança nessa questão crítica, esperam-se iniciativas mais rigorosas e consequências reais para aqueles que perpetuam a discriminação racial no esporte, garantindo um futuro mais inclusivo e justo para todos os jogadores.