O governo Luiz Inácio Lula da Silva enviou nesta sexta-feira ao Congresso Nacional a proposta de Orçamento de 2026, prevendo R$ 1 bilhão para o Fundo Especial de Financiamento de Campanha. O valor é destinado ao financiamento das campanhas eleitorais do próximo ano, que inclui eleições presidenciais, para vice-presidente, deputados e senadores.
Fundo eleitoral e recursos de bancada
De acordo com a proposta, o fundo será incluído na reserva para emendas de bancada, o que implica que o Congresso precisará abrir mão de parte dessas emendas para destinar recursos às campanhas eleitorais. Segundo informações, esse fundo só é usado em anos de eleição, funcionando como uma fonte de financiamento público para os candidatos.
Comparativo com a última eleição
No último ciclo eleitoral, de 2024, a proposta inicial do governo era de R$ 940 milhões para o fundo, mas o Congresso elevou o valor para R$ 4,9 bilhões — um recorde na história do país, refletindo a magnitude do debate sobre financiamento político.
Contexto e repercussões
O envio do orçamento de R$ 1 bilhão para o fundo eleitoral de 2026 faz parte da nova estratégia do governo de incluir recursos para as campanhas dentro do planejamento financeiro do ano, o que pode modificar a forma de distribuição de emendas parlamentares. Este movimento também reforça o foco na disputa pelo controle do próximo pleito nacional.
Perspectivas para o debate no Congresso
Especialistas apontam que a proposta deverá gerar forte debate na Câmara e no Senado, especialmente sobre o impacto na autonomia financeira das campanhas e na relação entre Executivo e Legislativo. A expectativa é que o tema seja amplamente discutido até a votação final do Orçamento de 2026.
Mais detalhes sobre a proposta podem ser acompanhados na reportagem do GLOBO.