A Cidade Estrutural, localizada no Distrito Federal, abriga neste final de semana a segunda edição do Festival Ballroom, um evento que visa celebrar a cultura LGBTQIAPN+ por meio de performances e competições diversas. Marcados para os dias 29 e 30 de agosto, as apresentações prometem ser uma exuberante vitrine das expressões artísticas da comunidade.
Cultura Ballroom: História e Significado
A cultura ballroom, originada nas comunidades LGBTQI+, negras e latinas dos Estados Unidos, destaca-se por suas batalhas de dança e performances artísticas ricas em expressão. O movimento ganhou proporções globais na década de 1990, impulsionado pela icônica música “Vogue”, da cantora Madonna. Entre os elementos que caracterizam esta cultura, estão as competições em que dançarinos desfilam e dançam em um formato competitivo, sendo julgados por sua performance e presença.
A edição deste ano do festival traz à tona categorias com nomes que evocam a tradição do ballroom, como “face” (o melhor “carão”), “runway” (a melhor passarela), “vogue” (a melhor coreografia), “body” (o melhor corpo) e “best dressed” (o melhor traje), com prêmios que podem chegar até R$ 10.000.
Uma Semana de Inclusão e Reflexão
O Festival Ballroom não é apenas uma competição, mas um espaço seguro para a comunidade LGBTQIAPN+. A escolha da Cidade Estrutural como local do evento é uma tentativa de levar a cultura para as periferias, promovendo debates e criando um ambiente acolhedor. A conexão entre arte e ativismo é um dos pilares do festival, reforçando a importância da resistência cultural das minorias.
Vênus Cyclone, artista trans e participante de edições anteriores, declarou que eventos como esse são fundamentais para a visibilidade e celebração da diversidade. “Um festival que celebra pessoas com HIV, pessoas de periferia, pessoas pretas e também pessoas trans, é resistência. Isso para mim é mostrar o quão potentes essas minorias são,” disse Vênus, ressaltando o papel transformador do evento.
Programação do Festival
O festival contará com uma rica programação, que inclui rodas de conversa e shows, além das competições. A abertura dos portões está marcada para às 18h, seguida por conversas temáticas que discutem as vivências da comunidade e novidades da cultura ballroom. Além disso, o evento contará com pocket shows de artistas renomados, como Tasha Kaiala e Princess Garnet Onijá.
Programação para Sexta-feira, 29 de Agosto
- 18h: Abertura dos portões
- 19h: Roda de Conversa: “Vida Surreal: Corpos sonhadores, dissidentes e positivos na cultura ballroom”
- 20h30: Pocket Show com Tasha Kaiala
- 21h: DIVINA BALL – Celebrando Vidas Positivas
Programação para Sábado, 30 de Agosto
- 18h: Abertura dos portões
- 19h: Roda de Conversa: “Desafios das gerações Ballroom: Embates estéticos, políticos e poéticos”
- 20h: Roda de Commentators
- 20h30: Pocket Show com Princess Garnet Onijá & Princess Ísis Bratz Laffond
- 21h: SUPER BALL 2 – Celebrando Vidas LGBTQIAPN+
O festival se destaca não apenas por suas competições, mas também por sua proposta de celebrar e dar visibilidade a uma diversidade de vozes. As categorias refletem a riqueza cultural e a diversidade da comunidade, criando um ambiente inclusivo e acolhedor.
Conclusão: Um Espaço de Celebração e Resistência
O Festival Ballroom se firmou como um importante evento no calendário cultural do Distrito Federal, ao fornecer uma plataforma para a arte e a expressão da comunidade LGBTQIAPN+. Neste final de semana, a Cidade Estrutural se tornará um verdadeiro palco de resistência e celebração, onde a diversidade e a inclusão se encontram no ritmo vibrante da cultura ballroom.
Não perca a oportunidade de vivenciar essa experiência única, que promete encantar a todos e reafirmar a potência das vozes e corpos que muitas vezes são marginalizados. O Festival Ballroom é, sem dúvida, uma viagem inesquecível pelo universo da arte e da resistência cultural.