Brasil, 29 de agosto de 2025
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EUA deixam de isentar pequenas encomendas de importação a partir de hoje

O fim da isenção de impostos para pequenas encomendas nos Estados Unidos entra em vigor nesta sexta-feira, afetando o comércio online internacional.

A partir deste 29 de agosto, os Estados Unidos passaram a revogar uma norma que permitia a entrada de pacotes de até 800 dólares (R$ 4.320) livres de tarifas, obrigando consumidores a pagar tarifas similares à tarifa da “blusinha” no Brasil. Como resultado, muitas empresas estão suspendendo envios e o comércio online enfrenta incertezas e aumento de custos.

Impactos nas plataformas de comércio e nas empresas de envio

Operadores postais de 25 países, incluindo Alemanha, Austrália, França, Índia, Itália e Japão, já anunciaram que não aceitarão a maioria dos pacotes destinados aos EUA, devido à complexidade na arrecadação de tarifas alfandegárias. Segundo a União Postal Universal, esta suspensão deve gerar atrasos e elevar os custos de envio para muitas pequenas empresas e consumidores.

Empresas como a americana SocksFox, que vende meias, enfrentam dificuldades para manter os preços baixos, já que cerca de 20% de suas vendas vêm do público americano. Liz Nieburg, empresária britânica, afirmou à AFP que precisou cancelar envios para evitar custos adicionais, mas teme que atrasos e tarifas passem a impactar seu negócio.

Aumento de custos e atrasos no envio de encomendas

Especialistas, como Li Chen, da Universidade Cornell, alertam que a implementação de sistemas de arrecadação de impostos levará tempo e deve resultar em atrasos nas entregas, além de possível aumento de preços, que podem ser repassados às empresas e consumidores. “Os custos adicionais podem prejudicar especialmente os pequenos negócios,” disse Chen.

Algumas empresas, como a varejista de cerâmica Sarah Louise Jour, de Bangkok, tiveram que recorrer a métodos mais caros de envio, já que seus serviços postais locais suspenderam o transporte para os EUA. A empresária informou que, apesar das dificuldades, espera manter as vendas nesta temporada de festas, mas teme pelo cenário futuro.

Reação internacional e riscos de crise no comércio

A suspensão dos envios afeta também o mercado europeu e asiático. A Deutsche Post e a DHL, da Alemanha, anunciaram que deixarão de aceitar certos pacotes com destino aos EUA, devido às dúvidas sobre o cumprimento das tarifas. Além disso, as tarifas elevadas podem prejudicar consumidores e pequenas empresas nos países exportadores.

Por exemplo, a empresária britânica Haley Massicotte, que vende produtos de limpeza, afirmou à AFP que a medida cria um cenário de incerteza. “Nossos clientes podem não entender como as tarifas funcionam e poderão ser cobrados a mais, o que pode afetar nossas vendas,” destacou.

Perspectivas e próximos passos

Especialistas como o professor da Universidade Cornell, Li Chen, alertam que a implementação definitiva das novas regras ainda demandará tempo e pode causar atrasos e aumento de custos, sobretudo para pequenas empresas. Para o consumidor, as expectativas são de maior confusão e demora nas entregas, além de possíveis reajustes de preços.

O cenário de conflito tarifário entre os EUA e outros países sinaliza um recuo no comércio internacional por meio dos serviços postais, potencializando impactos econômicos globais e a instabilidade no funcionamento de plataformas de vendas digitais, como Etsy e plataformas de moda e acessórios chineses.

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