Brasil, 29 de agosto de 2025
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Enfermeira sofre acidente ao tentar embarcar em metrô lotado

Na manhã de terça-feira, enfermeira teve a perna presa entre o trem e a plataforma ao embarcar no metrô da Estação Feira, no DF.

Na manhã da última terça-feira (26), um incidente preocupante ocorreu na Estação Feira do metrô do Distrito Federal. A enfermeira Edjane da Conceição Silva, enquanto tentava embarcar em um vagão extremamente lotado, teve um acidente que lhe causou lesões significativas na perna.

O acidente durante o embarque

Edjane se dirigia ao trabalho quando se deparou com um vagão abarrotado de passageiros. Ao tentar entrar, ela se posicionou próximo à porta, momento em que seu pé escorregou e caiu no vão entre o trem e a plataforma. Este espaço, que pode ser perigoso e negligenciado por muitos, fez com que sua perna esquerda ficasse presa. A enfermeira descreve o momento como assustador: “Eles me pegaram e me puxaram para dentro do metrô. Minha perna ficou com hematoma, mas, como eu estava de roupa e com a adrenalina alta, não senti na hora”, disse Edjane.

Primeiros socorros e ferimentos

Após o ocorrido, Edjane foi socorrida por outros passageiros que estavam presentes. Ao desembarcar na Estação 110 Sul, ela notou os ferimentos na coxa e no pé, com vários hematomas e um inchaço considerável. Embora não tenha sofrido fraturas, os danos exigiram que ela se afastasse do trabalho por sete dias e agora ela precisa realizar sessões de fisioterapia para recuperar a mobilidade.

Reclamações e resposta do Metrô-DF

Em busca de respostas e melhorias, Edjane encaminhou uma mensagem ao número oficial do Metrô-DF registrando sua reclamação. A resposta, segundo ela, foi insatisfatória. “Podiam perguntar se eu estava precisando de alguma coisa, se estava precisando de acompanhamento. Tá muito dolorido… Não pode ser assim, não pode ser normal”, comentou.

Em nota, o Metrô-DF lamentou o incidente e esclareceu que não há registros de pedidos de atendimento em decorrência de acidentes semelhantes no mesmo dia e local. O órgão afirmou que todos os funcionários têm treinamento para prestar primeiros socorros e que está sempre atento à segurança dos passageiros. Além disso, destacou que mensagens sonoras e informativos visuais são disponibilizados nas estações para alertar sobre o cuidado necessário ao embarcar.

A segurança no metrô

As preocupações de Edjane ressaltam um ponto importante sobre a segurança dos usuários do metrô. Apesar das medidas existentes, como o treinamento de funcionários e avisos nas estações, o incidente mostrou que situações de risco ainda podem ocorrer. São 2.181 atendimentos realizados em emergências no último ano, e mais de 1.200 até julho de 2025, demonstrando a necessidade constante de aprimorar as condições de segurança e de resposta a acidentes.

O compromisso do Metrô-DF em oferecer um serviço de qualidade é evidente, mas é preciso ouvir os usuários e garantir que suas preocupações sejam atendidas de maneira adequada e humana. A experiência de Edjane é um lembrete da fragilidade que muitos usuários enfrentam cotidianamente, especialmente em momentos de grande lotação. A conta segura de que todos os passageiros estejam atentos e garanta um ambiente mais seguro e acolhedor para todos.

O caso de Edjane não é isolado, e reforça a importância de um debate sobre segurança pública e transporte, aspectos fundamentais para melhorar a mobilidade urbana na capital federal. A expectativa é que esse incidente sirva de alerta aos responsáveis pelo transporte público e traga mudanças significativas para a segurança de todos.

Continue acompanhando nossas reportagens e esteja sempre atento às atualizações sobre segurança no transporte público no DF.

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