Na madrugada da última quarta-feira (27), uma sequência de ataques violentos abalou a cidade de Ceilândia, no Distrito Federal. Dois homens, identificados como Jonathan Bruno Dias Santos, de 30 anos, e Marcos Antônio Moreira de Jesus, de 27 anos, esfaquearam cinco pessoas, resultando em duas mortes e três feridos. Os ataques, que ocorreram em diferentes locais da região, geraram pânico e revolta entre os moradores.
O percurso dos ataques
A sequência de esfaqueamentos começou por volta da 0h, em um terreno baldio próximo ao Brisa Tower Hotel e à Demacol. A primeira vítima, um homem de 65 anos, sobreviveu após receber 15 golpes de faca. Logo após, os suspeitos caminharam cerca de 650 metros até a QNN 12, onde atacaram uma segunda vítima, que infelizmente não resistiu aos ferimentos e ainda não foi identificada.
Depois do ataque fatal, a dupla se deslocou 1,2 km até a QNM 2, onde esfaquearam um jovem de 24 anos. Este, ao reagir ao roubo, foi atingido no pescoço e no abdômen, mas conseguiu escapar com vida. Em seguida, eles caminharam 450 metros até a EQNM 2/4, onde mais um homem, de 39 anos, foi atacado e também sobreviveu.
Por fim, na CNN 1, em frente ao Banco do Brasil, os criminosos esfaquearam um homem de 25 anos que se recusou a entregar o dinheiro. Este último ataque foi fatal, deixando a população assustada e indignada com a brutalidade da situação.
Prisões e investigações
Os dois suspeitos foram presos em um curto espaço de tempo. Jonathan Bruno Dias Santos foi detido na quarta-feira (27) e já havia um histórico criminal extenso, com envolvimento em sete inquéritos policiais, incluindo crimes de dano qualificado, roubo, tráfico e furto. Ele foi indiciado por dois crimes de latrocínio e duas tentativas de homicídio.
Marcos Antônio Moreira de Jesus foi encontrado e preso na quinta-feira (28) pela Polícia Militar do DF. Ele também possuía uma extensa ficha criminal, com três tentativas de homicídio e dois roubos registrados apenas em 2023. Assim como seu comparsa, ele foi indiciado por dois crimes de latrocínio e três tentativas, com penas que podem somar até 120 anos de prisão.
Em seu depoimento, Marcos Antônio confessou sua participação nos crimes, alegando que estava sob efeito de drogas no momento dos ataques. Ele afirmou que os esfaqueamentos seriam “apenas acertos de contas” relacionados ao tráfico de drogas, mas não justifica a brutalidade das ações.
Repercussão na comunidade
A população de Ceilândia está chocada com a série de ataques e a violência desmedida que ocorreu em sua comunidade. Muitos moradores expressaram seu medo e insegurança nas redes sociais, clamando por mais segurança e ações por parte da polícia para prevenção de crimes similares no futuro. A falta de segurança nas ruas é uma preocupação crescente, especialmente em áreas propensas a crimes violentos, como o registrado recentemente.
Esse incidente levanta um debate importante sobre a segurança pública e as políticas preventivas necessárias para proteger os cidadãos. O que pode ser feito para evitar que situações trágicas como essa voltem a acontecer? A resposta a essa pergunta se torna cada vez mais urgente conforme a comunidade de Ceilândia lida com as consequências desses ataques violentos.
O caso continuará a repercutir nas próximas semanas, à medida que a investigação se desenrola e mais informações se tornam disponíveis. Enquanto isso, a cidade espera que os responsáveis por essa onda de violência sejam punidos e que medidas eficazes sejam implementadas para garantir a segurança de todos os seus habitantes.
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