Numerosas campanhas de arrecadação online já superaram a marca de R$ 6 milhões para ajudar as vítimas do tiroteio ocorrido na manhã de 27 de agosto na Igreja Católica de Minneapolis, que deixou duas crianças mortas e cerca de 20 feridos.
Arrecadações apoiam famílias e feridos do ataque em Minneapolis
As campanhas verificadas no site GoFundMe mostraram mais de R$ 6 milhões arrecadados até o momento, incluindo suporte para os feridos e às famílias das vítimas fatais. O valor mais expressivo, por volta de R$ 3 milhões, está destinado à ajuda de 12 anos, Sophia Forchas, que permanece em estado crítico na UTI após ser atingida durante o tiroteio.
Outra arrecadação destaca aproximadamente R$ 1,5 milhão para a família de Harper Moyski, de 10 anos, uma das vítimas fatais, cujo objetivo é apoiar a memória da menina e ajudar em ações beneficentes. A campanha para Harper já atingiu cerca de R$ 400 mil de uma meta de R$ 500 mil.
Repercussão emocional e convocações por mudanças
Diretamente após o incidente, familiares das vítimas expressaram uma dor profunda e reforçaram a importância de ações concretas contra a violência armada. “Não deveria existir dor assim, nenhuma família deveria passar por isso”, disseram os familiares de Fletcher Merkel, de 8 anos, morto no ataque.
Em um comunicado emocionado, a família de Fletcher pediu que as pessoas lembrem do menino pelo que ele era e não pela tragédia que finalizou sua vida. “Dêem um abraço extra nos seus filhos hoje. Fletcher, você sempre estará conosco”, afirmaram.
Já a família de Harper Moyski declarou estar “destroçada” e pediu por medidas governamentais e esforços da comunidade para combater a violência com armas e a crise de saúde mental enfrentada pelo país. “Nosso maior desejo é que ações mais firmes sejam tomadas para evitar que isso aconteça novamente”, disseram.
Investigação e motivações do assassino
O autor do crime, Robin Westman, de 23 anos, que tinha dificuldades com sua identidade sexual, indicou motivação anti-cristã e se relacionou com ideais de satanismo, antisemitismo e racismo, segundo informações do FBI que investiga o caso como possível crime de ódio contra cristãos.
Antes de cometer os homicídios, Westman publicou vídeos mockando o Cristianismo e demonstrando afinidades com atiradores em massa, o que gerou preocupação em órgãos de segurança e na comunidade religiosa local.
Reflexões e próximas ações
As campanhas continuam a mobilizar doações e a sensibilizar a sociedade para a prevenção de tragédias semelhantes no futuro. Autoridades afirmaram que as vítimas que sobreviveram devem se recuperar, embora algumas estejam em situações críticas.
A Polícia Federal e outros órgãos ligados à investigação prometem divulgar novas informações nos próximos dias, enquanto a comunidade local reforça o apelo por maior controle de armas e suporte à saúde mental para evitar novas tragédias similares.