Brasil, 29 de agosto de 2025
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Alerta sobre risco de fome em Gaza afeta mais de 640 mil pessoas

Vice-chefe da ONU e cardeal Pizzaballa denunciam situações críticas em Gaza; reunião na Casa Branca discute futuro da região.

No Conselho de Segurança da ONU, Joyce Msuya, vice-chefe de Assuntos Humanitários, lançou um alarmante aviso sobre o crescente risco de fome em Gaza, que pode impactar mais de 640 mil pessoas até o final do ano. O cardeal Pierbattista Pizzaballa também se manifestou contra a transferência forçada de populações e, enquanto isso, uma reunião importante sobre o futuro da Faixa de Gaza foi realizada na Casa Branca, presidida pelo ex-presidente dos EUA, Donald Trump.

Uma crise humanitária sem precedentes

Em sua declaração, Joyce Msuya destacou que atualmente mais de meio milhão de pessoas em Gaza enfrentam fome e miséria, com um risco crescente de morte. “Até o final de setembro, esse número pode ultrapassar 640 mil. É uma situação crítica, onde quase ninguém está imune à fome. Entre eles, pelo menos 132 mil crianças menores de 5 anos estão previstas para sofrer de desnutrição aguda até 2026”, afirmou Msuya. Esta catástrofe humanitária, segundo ela, é resultado de uma “crise criada” pela distribuição limitada e comprometida de suprimentos humanitários nos últimos 22 meses. Recentemente, autoridades locais relataram a morte de mais quatro pessoas por fome, evidenciando a gravidade da crise.

Apelo do Programa Mundial de Alimentos

O Programa Mundial de Alimentos (PMA) fez um apelo urgente para reativar sua rede de 200 pontos de distribuição de alimentos em Gaza, afirmando que a região está “à beira do colapso”. A diretora executiva do PMA, Cindy McCain, compartilhou suas experiências ao encontrar crianças palestinas em condição de extrema fome, desmaiando sob a pressão da desnutrição. “O desespero está aumentando rapidamente”, ressaltou McCain, que confirmou que um comboio de 25 caminhões com ajuda alimentar está a caminho da Jordânia para tentar amenizar a situação crítica.

O cardeal Pizzaballa e a moralidade da transferência de populações

Na quarta-feira, o exército israelense fez uma “ordem de evacuação” em Gaza, alcançando os membros da paróquia ortodoxa de São Porfírio. O cardeal Pierbattista Pizzaballa, patriarca de Jerusalém dos Latinos, e seu colega ortodoxo Teófilo III, se manifestaram em reunião na Igreja do Carmine, na Itália, reiterando que “transferir populações é imoral” e contrário às convenções internacionais de direitos humanos. O cardeal apontou que a situação atual em Gaza é alarmante, com a parte sul da cidade quase completamente destruída, e apenas 20% do norte em pé. Ele enfatizou a falta de comida, medicamentos e a crescente crise educacional, onde as crianças estão sem acesso à escola há três anos consecutivos.

Reunião estratégica na Casa Branca sobre o futuro de Gaza

Enquanto os bombardeios continuam e a destruição de vários bairros em Gaza se intensifica, uma reunião crucial ocorreu na Casa Branca, coordenada pelo presidente Donald Trump. No encontro, além dos conselheiros de política externa dos EUA, participou também o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair. Os tópicos discutidos incluíram a entrega de ajuda humanitária, a questão dos reféns e planos de reconstrução para o que vem após a guerra. O “The Times of Israel” mencionou um plano controverso que prevê a transferência forçada de milhões de palestinos, além de discutir a necessidade de um “acordo temporário” visando preparar o terreno para a reconstrução a partir do “dia seguinte” ao fim dos conflitos.

A situação em Gaza segue um ciclo de dores e desafios, onde o futuro permanece incerto, refletindo a urgência de uma resposta humanitária eficaz e integral. A comunidade internacional enfrenta a responsabilidade de agir e buscar soluções sustentáveis para amenizar a crise que este enclave tem enfrentado por meses.

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