A cidade de São Vicente, no litoral de São Paulo, está em luto após a trágica morte do cantor de pagode Adalto Mello, que foi atropelado por Thiago Arruda Campos Rosas, um bancário que estava sob influência de álcool. Recentemente, a Justiça local negou um pedido do réu para participar de festas familiares, considerando os riscos associados à sua liberdade condicional. Este caso ressalta as consequências drásticas da direção sob efeito de bebidas alcoólicas.
A decisão da Justiça e suas implicações
No dia 14 de maio de 2025, Thiago Arruda foi libertado após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que substituiu sua prisão preventiva por medidas cautelares. O bancário havia sido preso em dezembro de 2024, após o trágico acidente que resultou na morte de Adalto Mello, de 39 anos, que pilotava uma motocicleta. A Justiça impôs restrições severas a Thiago, incluindo o recolhimento domiciliar à noite e em finais de semana.
Recentemente, a defesa de Thiago solicitou a flexibilização dessas restrições para permitir a participação em eventos familiares, como a comemoração do Dia dos Pais e o aniversário de sua afilhada. O juiz Alexandre Torres de Aguiar, da 1ª Vara Criminal de São Vicente, negou o pedido, enfatizando os riscos de acesso a bebidas alcoólicas que poderiam ocorrer nesses eventos.
O magistrado justificou sua decisão ao afirmar que a gravidade da denúncia contra Thiago não permite qualquer flexibilização das medidas cautelares, considerando também a possibilidade de consumo de bebidas em festas.
Os detalhes do acidente
O laudo do Instituto de Criminalística evidenciou que Thiago dirigia em velocidade incompatível com a permitida na via onde ocorreu o atropelamento. O máximo permitido era de 50 km/h, e, segundo a perícia, não foi possível determinar a velocidade exata. Contudo, a análise dos vestígios permitiu concluir que o réu estava em alta velocidade no momento do acidente.
Além disso, o teste do bafômetro apontou que Thiago apresentava uma concentração de 0,82 mg/l de álcool no sangue, um número alarmante que corresponde a mais de 20 vezes o limite permitido para motoristas, que é de apenas 0,04 mg/l. Essa evidência foi crucial para que o réu enfrentasse um processo por homicídio doloso, caracterizado pelo dolo eventual, que ocorre quando o motorista assume o risco de causar a morte ao dirigir embriagado.
Quem era Adalto Mello?
Adalto Mello não era apenas um cantor de pagode, mas também um compositor apaixonado pela música desde a infância. Ele era divorciado e pai de um menino de 10 anos. A mãe de Adalto, Carla Vanessa De Mello Almeida, compartilhou que ele tinha o sonho de viver da música, não pelo sucesso ou riqueza, mas por puro amor à arte. Seu legado na cena musical, embora interrompido tragicamente, continua a viver na memória de seus fãs e familiares.
As imagens do acidente, divulgadas nas redes sociais, mostram Thiago dirigindo em alta velocidade e ultrapassando outro veículo, resultando na colisão que vitimou Adalto. A comoção em torno de sua morte leva à reflexão sobre a importância da conscientização sobre os perigos da combinação entre álcool e direção.
Conforme a situação avança na Justiça, os desdobramentos desse caso reforçam a necessidade de medidas mais rigorosas contra a embriaguez ao volante, com o intuito de prevenir tragédias semelhantes. A sociedade e as autoridades precisam se unir na luta por um trânsito mais seguro, preservando vidas e evitando acidentes catastróficos.
O caso serve como um alerta para todos, enfatizando que a responsabilidade no trânsito é primorosa e que decisões impensadas podem levar a consequências irreparáveis.