Brasil, 29 de agosto de 2025
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Trump faz afirmações sem respaldo sobre causas do autismo

Durante reunião de gabinete, ex-presidente Donald Trump sugeriu teorias infundadas de que fatores artificiais causam autismo, gerando polêmica.

O ex-presidente Donald Trump voltou a divulgar teorias sem evidências científicas sobre as possíveis causas do autismo nesta terça-feira, durante uma reunião de gabinete. Trump afirmou que “tem que haver algo artificial causando isso, como um medicamento ou algo” e pediu que o secretário de Saúde, Robert F. Kennedy Jr., apresente uma investigação rápida sobre o assunto.

Declarações controversas sobre o autismo

Kennedy, conhecido por sua forte postura cética em relação às vacinas, afirmou que já identifica intervenções que “claramente, quase certamente, causam o autismo” e prometeu um relatório para setembro. “Estamos encontrando certas intervenções agora que estão causando o autismo”, disse Kennedy, que tem criticado veementemente as vacinas ao longo dos anos.

Especialistas em saúde pública destacam que não há evidências científicas que liguem vacinas ou outros fatores artificiais ao autismo. De acordo com o Instituto Nacional de Saúde dos EUA, fatores genéticos e ambientais contribuem para o desenvolvimento da condição, mas não existe uma causa única comprovada.

Reforço de teorias conspiratórias e risco à saúde pública

Kennedy, que atualmente lidera uma importante agência de saúde, tem propagado informações falsas, como a alegação de que a vacina contra sarampo contém “detritos de fetos abortados e partículas de DNA”, afirmação que já foi desmentida por estudos científicos. No período, também houve relatos de que uma conselheira da CDC renunciou por descontentamento com mudanças nas recomendações de vacinação, além de uma especialista em COVID-19 deixar o órgão por discordar das orientações.

As alegações infundadas alimentam o movimento antivacina, que contribui para o aumento de doenças evitáveis, como o sarampo, que atingiu mais de 1.000 casos até julho, segundo dados recentes. O especialista em saúde, Dr. Ricardo Carvalho, destaca que “a desinformação prejudica os esforços de imunização e coloca em risco as populações mais vulneráveis”.

Compromisso de Kennedy e perspectivas futuras

Durante a reunião, Kennedy garantiu que publicará um relatório completo sobre as possíveis causas do autismo em setembro, tentando tranquilizar o público e as autoridades de que irá investigar o tema. Ambos, Kennedy e Trump, demonstraram preocupação com o aumento nos relatos de casos de autismo, embora profissionais da saúde reforcem que a maior conscientização e avanços nos diagnósticos expliquem esse fenômeno.

Especialistas afirmam que o aumento aparente nos diagnósticos não indica uma crise, mas sim uma maior detecção, graças a melhorias na conscientização e critérios diagnósticos mais precisos. A comunidade científica alerta que a disseminação de informações falsas pode atrasar avanços no tratamento e prevenção de diversas condições de saúde.

O tema ainda deve gerar debates públicos intensos nos próximos meses, especialmente com a publicação do relatório prometido por Kennedy. Enquanto isso, a ciência reforça que a vacinação salvou milhões de vidas e mantém o combate às doenças infecciosas como prioridade.

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